Mais uma madrugada e mais uma festa do caqui, da uva ou de qualquer fruta que represente balbúrdia ocorreu na obra do Smart Perdizes da Gafisa. A descarga barulhenta de materiais avançou além de 4h da matina, com o trabalho do dia começando implacavelmente às 7h30. A conta: os vizinhos tiveram pouco mais de 3h para tentar dormir sossegados. O destaque da madrugada vai para a capacidade do encarregado da obra, que inacreditavelmente achou que socar quatro caminhões na obra em uma noite não causaria nenhum transtorno. Para facilitar as coisas, aparentemente a Gafisa quis economizar uns trocados e usou a mesma equipe que descarregava sacos de cimento para descarregar algo que parecia ser revestimento. Ou seja, consumindo mais tempo do que duas equipes e prolongando o barulho e a irritação dos vizinhos. Melhor voltar à cartilha básica de matemática para aprender algo sobre tempo x velocidade (de descarga, no caso).
Outro ponto chocante da jornada de ruídos do Smart Perdizes foi no comportamento dos trabalhadores durante o serviço. O segundo caminhão tinha um carregador que, ao terminar de jogar cada pilha de sacos de cimento em uma carriola (sim, um sinal de alguma evolução, embora ela também faça barulhos metálicos), simplesmente arremessava os palets que ficavam por baixo uns contra os outros, como se fossem sacos de batata. Não preciso dizer que o impacto de duas peças de madeira causa um barulho e tanto na madrugada. Sinal de irracionalidade e falta de bom-senso; será que ele acha que está no quintal de casa ou em um terreno baldio? Felizmente, o carregador do caminhão seguinte parecia ter um pouco mais de tutano e, ao invés de arremessar os palets, os colocava com cuidado uns sobre os outros. Ponto positivo, mas não resolve todo o problema.
Resumo da ópera: a Gafisa, depois de um período comportado, parece ter voltado à palhaçada de achar que pode fazer descarga de materiais na hora em que bem entende - ou melhor, na hora que as terceirizadas bem entendem, pois a empresa dá sinais de não ter controle algum sobre o serviço, já que foram feitas a ela reclamações que nada resolveram.A paciência com esse tipo de descaso e violação da lei do silêncio não costuma durar muito, e desculpas esfarrapadas como o rodízio de caminhões (que acaba às 22h e tem brecha à tarde) não colam mais.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
O barulho mora nos detalhes (ou "É o palet, caramba!")
É verdade, o caminhão abarrotado de material que só entrou na obra depois de 23h30 poderia tê-lo feito antes; afinal, o rodízio de caminhões vai até 22h, e um cálculo mais ou menos básico de horário, além de uma espera no limite da área de multa, o faria chegar, penso, umas 22h30, 22h40. Mas a Gafisa mandou um caminhão que não estava com freio no osso - coisa rara -, que não tem um alarme de ré hediondamente alto e infame, um motorista que não buzina (ou não buzinou até o momento) e operários que não gritam e parecem tentar manter o silêncio.
Mas, se o diabo mora nos detalhes, o barulho é vizinho dele. De tempos em tempos, há na obra um estrondo seco, como de madeira batendo em madeira. Como suponho que a carga seja de blocos ou revestimentos, a aposta é que estão movendo sem cuidado os palets de madeira que estavam sob o material. Não é um palpite às cegas: já vi e filmei esses palets sendo arremessados de qualquer jeito no interior das caçambas dos caminhões - geralmente são empilhados perto da caçamba.
É o tipo de barulho tolo, dos mais fáceis de ser evitado - basta colocar o palet, e não arremessá-lo, num serviço que envolve mais do que um trabalhador. Logo, a empresa teria de destacar mais uma pessoa para tanto. Mas é justamente pela aparente simplicidade de corrigir o problema que ele é especialmente irritante. Desde o início da obra, a Gafisa e suas prestadoras de serviço já alternaram momentos de barulhos explícitos e descuidados na madrugada com tentativas - muitas dos prestadores de serviço, e depois de conversas civilizadas - de reduzir o incômodo à vizinhança. Não custa fazer um arremate do porte de "peguem leve com os palets" para evitar reclamações como esta, não é verdade?
OBS: O caminhão saiu por volta de 4h30 do local, deixando aos vizinhos pouco menos de 2h30 de sossego.
OBS: O caminhão saiu por volta de 4h30 do local, deixando aos vizinhos pouco menos de 2h30 de sossego.
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