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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Serviço barulhento... e sujo no Smart Perdizes


A imagem aí de cima retrata o final de descarga de blocos na obra do Smart Perdizes da Gafisa entre a noite de quinta-feira (29/11/2012) e o início da madrugada de sexta-feira. E mostra que, além de barulhenta e, por vezes, desorganizada, a construção também pode deixar bastante sujeira. Vamos por partes:

1) O caminhão carregado de blocos chegou à obra às 22h44. Até aí, beleza, é mais ou menos o tempo de esperar o rodízio de caminhões (que acaba 22h) e chegar, para fazer barulho até 0h30, 1h no máximo. Mas eis que, quando chega o veículo, os trabalhadores constatam que a caçamba da foto está bem no exato lugar em que o caminhão deveria parar para descarregar. E olha que ela estava bem longe das outras duas. Desorganização das terceirizadas da Gafisa e dos próprios responsáveis pela obra, que não se preocupam em ver, durante a troca de caçambas no período diurno, onde ela foi deixada.

2) A solução encontrada, depois de alguns minutos: tombar a caçamba para cima da calçada. Lá foram quatro operários, com algum esforço, e tombaram a caçamba. Ela, porém, já tinha entulhos em seu interior. Qual a ideia seguinte? Jogar todos os entulhos no chão, no lado esquerdo da caçamba (como se vê na foto).  Passou-se meia hora ou mais até conseguirem encostar o caminhão.

3) Ora, a carga da noite era de blocos, logo, não haveria muito barulho, certo? Errado. Os operários conseguiram a proeza de fazer uma barulheira, seja batendo blocos no piso do caminhão, seja batendo palets no mesmo chão do caminhão apenas para tirar a poeira deles (afinal, o que importa um barulho para os vizinhos se o operário não tiver de espanar pó com a mão?), seja arremessando as vigas de ferro que estavam entre os blocos. Enfim, o pouco caso padrão da Gafisa para com os vizinhos do Smart Perdizes, para variar... Ah, e eles arremessavam na calçada os blocos quebrados no caminho,sem nenhum constrangimento, deixando os pedaços de concreto ali mesmo.

4) Acabada a descarga de blocos no meio da calçada, ali mesmo eles ficaram. Nada de colocá-los para dentro, vão obstruir a passagem de pedestres ao menos até amanhã cedo. Ao menos.

5) Muito asseados, os operários, ao acabar de descarregar os blocos, varreram a boleia do caminhão, completamente tomada pela poeira dos blocos. Onde colocaram a sujeira? Na própria calçada, com varridas vigorosas que jogaram todo o pó ali, como mais um "presente" para os vizinhos.

6) Quando os operários já se preparavam para ir embora, o vigia da obra "lembrou" que a caçamba ainda estava tombada e com o entulho espalhado na calçada. O que fizeram os trabalhadores? Empurraram a caçamba de volta, causando um estrondo. E já estamos falando de 0h40. Ao menos o horário eles chegaram perto de atender.

7) O vigia ainda ficou um minuto ao lado da caçamba ensaiando colocar o entulho de volta nela, mas desistiu.

Moral da história: a calçada da obra, na Rua Paris, além de obstruída pelos blocos sabe-se lá até quando, ainda foi emporcalhada com restos de entulho que estavam na caçamba e um monte de pó de bloco espanado pelos operários terceirizados da Gafisa. O que será que a Prefeitura vai achar disso?

E depois reclamam quando classificam como "de porco" um serviço malfeito...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Smart Perdizes cria sua própria restrição de circulação

Além de aparentar aos vizinhos uma certa despreocupação com a Lei do Silêncio, o Smart Perdizes da Gafisa resolveu ignorar o Código de Trânsito Brasileiro. Enquanto escrevo, na madrugada de sexta para sábado (10/11/2012), às 2h20, uma carreta de uns 14 metros está parada exatamente no meio da Rua Paris. Está lá, sossegada, com luzes apagadas e pisca-alerta desligado, ocupando uma faixa e meia - um carro que passou há pouco teve de se espremer na contramão para avançar. Vale lembrar que o Código de Trânsito obriga veículos a estacionarem junto à calçada e, se por algum motivo pararem no meio da pista, ligarem o pisca-alerta e sinalizarem que o caminhão está ali a uns bons metros de distância.

Como se a situação já não fosse grave o bastante, hoje as luzes da Rua Paris, bem diante do Smart Perdizes, estão apagadas. Não é a primeira vez que isso ocorre, mas prefiro crer que é um problema da Prefeitura e não algo intencional. Ou seja, o caminhão está no mais completo breu, apenas com uma luzinha na cabine acesa. Imagine o risco de um carro virar da Rua Havaí desatento ou vir embalado pela Rua Paris (o caminhão está a alguns metros do fim de uma subida). E a pista hoje está molhada com a garoa. É um desrespeito com a segurança de trânsito.

E não é o primeiro caso de violação do Código de Trânsito Brasileiro. Além da festa da buzina, que noticiei no post passado, esta semana, de quarta para quinta, houve outro caso. Para estacionar diante da entrada da obra na Rua Paris e descarregar sacos de cimento, uma caçamba foi empurrada para o meio da rua, interditando a pista da Rua Paris no sentido de quem vai para a Rua Cajaíba. Mais um risco aos motoristas. A caçamba ficou lá de 0h30 (ou antes) ao menos até 4h. Quando vi novamente, às 8h, já tinha sido retirada do meio da rua.

Será que, com tantas restrições de circulação aos caminhões impostas pela Prefeitura, o Smart Perdizes resolveu criar as suas próprias para os vizinhos da obra? Espero que não.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Nervos de aço contra irracionalidade de ferros no Smart Perdizes da Gafisa

Bem, amigos do blog da Obra Barulhenta. Gostaria de ter voltado a escrever aqui com boas notícias, como "A obra do Smart (?) Perdizes da Gafisa acabou finalmente!" ou "A Gafisa aprendeu a respeitar o silêncio alheio e organizou suas entregas com bom-senso entre o rodízio de caminhões e o sossego dos vizinhos". Mas não, relatarei o mau e velho desrespeito costumeiro da Gafisa nas madrugadas de Perdizes.

São 2h30 e escrevo ao som de ferros sendo arrastados. Sim, os operários da terceirizada do dia que faz as entregas inventaram uma "ponte" para arrastar objetos mais pesados do caminhão para o chão. Mas aparentemente se lixam para os vizinhos dormindo ao arrastar os ferros de um lado para o outro, em vez de carregá-los com cuidado. Este, porém, é apenas um capítulo melancólico da violação à lei do silêncio do dia. Espero que seja o último, mas o folgado da Kombi que entrega café e pães na obra chegará daqui a pouco e buzinará em vez de checar se tem alguém na portaria para recebê-lo, como faz de segunda a sábado - incluindo nas madrugadas de domingo para segunda.

O problema do dia começou às 0h30, geralmente um horário razoável para aquele bom-senso entre o rodízio de caminhões que vai até 22h e o sono dos vizinhos. Mas passou 0h30, 0h40, 0h50... Aí o barulho começou a pegar. Depois de descarregarem pacotes grandes, possivelmente de materiais de acabamento, os operários terceirizados da Gafisa começaram a pegar, do fundo do caminhão, barras de ferro compridas.  Ferro e madrugada não são grandes amigos. É barulho para colocar na posição de descarregar, barulho parra puxar uma ponta, barulho para puxar outra e barulho para colocar (ou jogar) os tais ferros na obra. E essa palhaçada durou mais de meia hora. O mais absurdo é a colocação estratégica dos ferros. Ora, se eles são os mais barulhentos, por que não são descarregados primeiro? Vejamos as hipóteses:

1) O responsável pela carga do caminhão não pensa.
2) A Gafisa, o responsável pelo caminhão e os operários até pensam, mas estão se lixando para os vizinhos.
3) Há uma desculpa técnica de extrema necessidade para descarregar os ferros por último, e a empresa alega lamentar o transtorno.
4) Todas as anteriores, o que é mais provável, exceto pelo fato de que a empresa não lamentou, ao menos para mim, nenhum de seus barulhos que violam a lei do silêncio. Apenas limitou-se ao mimimi do rodízio de caminhões.

Por volta de 1h50, aparentemente acabaram os ferros. Sono, enfim? Nada disso. Mais um caminhão cheio devia ser descarregado. Alguém foi lá reclamar, pelo que vi. Menos de 10 minutos depois, o caminhão vazio encostou na frente do cheio, e os operários pegaram as madeiras que embalavam os materiais retirados antes, que já haviam sido jogadas de forma ruidosa na caçamba em frente à obra, e começaram a jogá-las na caçamba do caminhão. JOGAR! Sequer abriram a boleia para coloca as ripas de forma silenciosa. Jogaram, e me deram uma impressão bem convincente de que o faziam de propósito, ou raiva por terem sido cobrados pelo barulho anterior. Espero estar enganado.

Começou, então, a brincadeira do escorregador de ferro de objetos pesados do segundo caminhão, que se estendeu até 2h50. Coloca ferros para um lado da boleia, barulheira. Coloca ferros para o outro lado da boleia, mais ruídos. O mais surreal é que, toda vez que passava uma viatura de polícia, eles paravam o barulho e ficavam quietinhos, como crianças tentando evitar o castigo. Depois, retomavam o barulho. Patético.

Esse é o lastimável saldo de barulho, descaso e irresponsabilidade da Gafisa e seu Smart (?) Perdizes na madrugada de hoje, sexta-feira, 5 de outubro de 2012. Acabo de escrever já na expectativa de ouvir o folgado da Kombi e sua buzina despreocupada com os vizinhos que tentam dormir na madrugada. Gafisa é isso aí!

PS: Durante os dias, os vídeos da festa do caqui serão postados aqui.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

"É o palet, estúpido!" ou "Já virou festa da uva, Gafisa?"

Mais uma madrugada e mais uma festa do caqui, da uva ou de qualquer fruta que represente balbúrdia ocorreu na obra do Smart Perdizes da Gafisa. A descarga barulhenta de materiais avançou além de 4h da matina, com o trabalho do dia começando implacavelmente às 7h30. A conta: os vizinhos tiveram pouco mais de 3h para tentar dormir sossegados. O destaque da madrugada vai para a capacidade do encarregado da obra, que inacreditavelmente achou que socar quatro caminhões na obra em uma noite não causaria nenhum transtorno. Para facilitar as coisas, aparentemente a Gafisa quis economizar uns trocados e usou a mesma equipe que descarregava sacos de cimento para descarregar algo que parecia ser revestimento. Ou seja, consumindo mais tempo do que duas equipes e prolongando o barulho e a irritação dos vizinhos. Melhor voltar à cartilha básica de matemática para aprender algo sobre tempo x velocidade (de descarga, no caso).

Outro ponto chocante da jornada de ruídos do Smart Perdizes foi no comportamento dos trabalhadores durante o serviço. O segundo caminhão tinha um carregador que, ao terminar de jogar cada pilha de sacos de cimento em uma carriola (sim, um sinal de alguma evolução, embora ela também faça barulhos metálicos), simplesmente arremessava os palets que ficavam por baixo uns contra os outros, como se fossem sacos de batata. Não preciso dizer que o impacto de duas peças de madeira causa um barulho e tanto na madrugada. Sinal de irracionalidade e falta de bom-senso; será que ele acha que está no quintal de casa ou em um terreno baldio? Felizmente, o carregador do caminhão seguinte parecia ter um pouco mais de tutano e, ao invés de arremessar os palets, os colocava com cuidado uns sobre os outros. Ponto positivo, mas não resolve todo o problema.

Resumo da ópera: a Gafisa, depois de um período comportado, parece ter voltado à palhaçada de achar que pode fazer descarga de materiais na hora em que bem entende - ou melhor, na hora que as terceirizadas bem entendem, pois a empresa dá sinais de não ter controle algum sobre o serviço, já que foram feitas a ela reclamações que nada resolveram.A paciência com esse tipo de descaso e violação da lei do silêncio não costuma durar muito, e desculpas esfarrapadas como o rodízio de caminhões (que acaba às 22h e tem brecha à tarde) não colam mais.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

A volta da desorganização e do barulho no Smart Perdizes

Pois é, leitores do blog. Parecia até que a poeira já havia baixado - mentira, pois a obra do Smart Perdizes a provoca em grandes quantidades - e a Gafisa havia começado a respeitar o sono dos vizinhos e maneirado o barulho na madrugada, violando a lei do silêncio. Ledo engano.

De ontem para hoje (20 para 21/8/2012), mais uma vez a desorganização e descontrole da obra com suas prestadoras de serviço levou um caminhão a fazer barulho de descarga na obra de 0h30 (pelo menos) até 3h45. Arremesso de madeiras de palets, em maior escala, e de outros objetos, em menor, ocorriam de tempos em tempos, tirando o sono de vizinhos. Quando parecia que a coisa estava quieta, vinha um barulhão de madeira sendo arremessada.

Mais uma vez alguém da Gafisa ou não sabe calcular quanto tempo demora para se descarregar um caminhão cheio ou não se importa com as consequências que um serviço até quase 4h possa ocasionar no sono de quem mora em volta do Smart Perdizes. Mais uma vez, a solução para isso é básica: caminhão grande carregado? Deve ser carregado a partir de 5h. Na brecha do rodízio da tarde, sai em direção à obra e descarrega durante a tarde. Dá bastante tempo de descarregar até o fim do rodízio às 22h e os vizinhos agradecem. Parece simples, mas aparentemente a Gafisa ainda não captou a ideia. Ou não se importa.

Mais tarde, os vídeos da barulheira.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sempre correndo riscos

Depois de alguns dias de silêncio relativo - ou descargas barulhentas em horários razoáveis -, o Smart Perdizes da Gafisa voltou ontem à sua arriscada conta de enfiar mais caminhões na obra do que as leis de tempo e velocidade e o bom senso parecem permitir.

Uma carreta de tamanho considerável chegou ao canteiro de obras pela Rua Paris por volta de 0h30. Aparentemente tentando levar ao pé da letra a questão de entrar de ré no Smart Perdizes para que o alarme sonoro não irritasse os moradores na saída, o veículo já se embicou "discostas" perto do portão. Sua chegada foi percebida à distância: além do alarme de ré, chegou soltando todo o ar diversas vezes, como se estivesse com "soluços". Mas vá lá, ao menos tentaram evitar essa balbúrdia mais tarde. Mas aí vem o problema. O caminhão ficou pelo menos 40 minutos na porta antes de entrar. E, pelo que soube, foi embora por volta de 4h, fazendo barulho - a descarga teria sido menos ruidosa que o "adeus" do veículo.

De novo, os responsáveis - sejam da Gafisa ou da empresa terceirizada - tentam "socar" diversas entregas no mesmo dia, não considerando - ou não se importando - com que horas elas vão acabar, nem com seu impacto no sono da vizinhança. Um caminhão do porte dessa carreta deveria chegar cedo, e ser a única descarga da noite. Mas isso este blog já cansou de falar, e os responsáveis pelo Smart Perdizes já devem estar carecas de saber. Ou não?

sexta-feira, 20 de julho de 2012

De novo, os erros

Em quatro dias úteis da semana, a Gafisa liberou entregas de terceirizadas no Smart Perdizes em quatro. Embora, noves fora, não tenha ocorrido nenhum barulho absurdo de descarga de materiais, continuam ocorrendo erros no processo, alguns deles recorrentes.

1) Na segunda-feira, o alarme "escandaloso" de ré às 2h30, como mencionado no post anterior. Já ocorreu outras vezes. Antes, na entrada, motorista gritou e buzinou para chamar o porteiro. Buzinar após 22h é infração de trânsito.

2) Na quarta-feira, depois de descarregarem o material, os operários deixaram o caminhão já avançado sobre a calçada e parte da rua. E passaram a calçar o tênis e colocar casacos no meio da rua (!). Em dado momento, um carro passou no mesmo sentido em que eles estavam na Rua Paris. Um dos trabalhadores, que colocava uma blusa, tomou um susto e deu um pulo. Olha o risco aí!

3) Na quinta-feira, caminhão cheio de carga chegou à 0h38 e ficou esperando uns bons minutos do lado de fora - outro estava descarregando, aparentemente. Esse é o erro mais recorrente da obra, querer "socar" mais caminhões do que permite matematicamente a capacidade de descarga e o meio-termo do bom senso entre o final do rodízio de caminhões, às 22h, e um limite que dê algum período de silêncio e sono para os vizinhos, lá pela 0h30. Não custa lembrar que, antes de 7h30, obra já recomeçou e faz um barulho danado.

PS: Como a obra pela manhã faz um barulho danado, foi possível ouvir os trabalhadores falando, em alto som, que parte da fachada lateral teria de ser refeita por um erro de quem aplicou o cimento anteriormente. Para isso, seria preciso "quebrar tudo e aplicar de novo". Haja paciência, Gafisa! Não basta o barulho "natural" da obra do Smart Perdizes, ainda tem "bis"? Espero que seja algo de pequeno porte...

terça-feira, 17 de julho de 2012

É um passaro? É um alarme antibomba? Não, é o barulho da Gafisa

Depois de alguns dias de relativo sossego, o Smart Perdizes da Gafisa voltou a atacar na madrugada de hoje com barulho injustificado. A descarga de materiais até provocou um incômodo moderado a baixo (foi possível ouvir apenas alguns estrondos de objetos sendo arremessados ao chão). Mas o pior ficou para o final, como se pode ver no vídeo: um alarme de ré fora do padrão (que, salvo engano, é aquele 'pi, pi, pi') às 2h30. Parecia mais uma mistura de uirapuru com fliperama quebrado e alarme daquela famosa marca do "atenção, este veículo está sendo roubado". Ridículo.
É evidente a falta de bom-senso no episódio. Se é de conhecimento do motorista e da empresa que o caminhão faz esse "escândalo" na hora de dar ré, por que entraram de frente com ele na obra? Não seria mais racional e educado com os vizinhos entrar de ré, fazendo, por tabela, o barulho exótico mais cedo? Assim, na hora de sair não seria preciso executar essa sinfonia depois de 2h da madrugada. Outra opção seria desligar o alarme de ré - tomando, evidente, todos os cuidados, como não deixar trabalhadores atrás do veículo. 
A pior parte da questão é que o problema não é inédito. Já falamos, aqui neste blog, de outra situação com alarme de ré escandaloso na madrugada, como se pode ver aqui. O que deixa a impressão de que eventuais casos de respeito ao silêncio na madrugada são mais obra do acaso - e de sorte dos vizinhos - do que de organização ou consideração da Gafisa. Será?

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pensamento do dia (ou "vai levar 102 anos para corrigir, Gafisa?")

O Corinthians levou 102 anos para ganhar uma Libertadores. A Gafisa, com seu Smart Perdizes, vai levar quanto tempo para entender que madeiras usadas na obra não devem ser jogadas pela janela a 10 metros de altura às 7h? É algo que tem ocorrido com frequência e que revela uma irracionalidade assustadora. Faz um barulho danado, é perigoso (como controlar um pedaço de madeira arremessado de tanta altura, ainda mais se houver alguém passando no térreo?) e desnecessário. Por que não colocar as madeiras ordenadamente no elevador de carga e empilhá-las com cuidado no térreo, caramba? Dá impressão de má-vontade ou raiva do trabalho. Qual das duas, hein?

sábado, 16 de junho de 2012

Um caminhão perdido, uma obra idem (ou O Viaduto Pompeia está fechado há 5 meses, Gafisa!)

Inacreditável. Foi o que pensei quando vi, já nos primeiros minutos de sábado (16/6/2012), o portão da obra do Smart Perdizes da Gafisa aberto e dois operários sentados na calçada- na verdade, um até estava deitado. Num instante de otimismo, pensei que eles tivessem acabado de concluir o serviço e aguardassem para ir embora. Ledo engano. Por volta de 1h10 - isso mesmo, 1h10, ou 3h10 depois do fim do rodízio de caminhões na capital, que se encerra às 22h -, dá o ar da graça na Rua Paris um caminhão abarrotado de objetos metálicos. Veja em dois momentos:




O que se seguiu foi um festival de arremesso de objetos metálicos, com estrondos que impediam o sono. Ainda mais porque um dos pontos de barulho fica bem perto das janelas dos quartos do imóvel vizinho, inviabilizando qualquer tentativa de repouso. A Polícia Militar foi acionada, mas, infelizmente, não apareceu no local. De todas as vezes em que ocorreu abuso à lei do silêncio no Smart Perdizes, porém, a corporação tem saldo positivo. Fui, então, tentar conversar com os operários para ver se o barulho poderia ser minimizado - e por que haviam chegado tão tarde.




A justificativa: o caminhão tinha previsão de chegada às 22h30, 23h. Mas se perdeu porque o Viaduto Pompeia estava fechado. Um detalhe: o Viaduto Pompeia está interditado DESDE JANEIRO, quando um foco de incêndio provocou seu fechamento. Todos os jornais, rádios e tevês noticiaram, tempos depois, que a liberação dele é parcial e apenas até 22h, ou seja, antes do fim do rodízio de caminhões. Isso não é novidade. Não culpo o motorista - que até deveria saber. Mas a empresa para a qual ele trabalha tem obrigação de fornecer informações e orientações para seus trabalhadores. A Gafisa, por tabela, também tem de cobrar organização de suas terceirizadas. Porque a impressão, até agora, é de que as terceirizadas não dão a mínima para os vizinhos, e a Gafisa não dá a mínima para as terceirizadas - e, por tabela, para os vizinhos de seu barulhento Smart Perdizes. E a bomba do barulho estoura no colo de quem? De quem tem de tentar dormir com ferros e outros objetos sendo arremessados na madrugada...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Errar é humano, insistir no erro é Smart Perdizes

Acreditem se quiserem, mas a Gafisa repetiu a dose mais uma vez com barulho na noite/madrugada de quinta para sexta (14 para 15/6/2012). De novo, o problema foi a empresa resolver socar no Smart Perdizes três caminhões de uma vez, dois de blocos e um de carga, num período que convencionei chamar de "hora do bom-senso". É o período entre 22h, quando acaba o rodízio de caminhões, e 0h30, para que os vizinhos possam dormir quase 7h. Afinal, a barulheira matutina começa por volta de 7h15, 7h30. Desta vez, a festinha acabou "mais cedo", por volta de 2h - de quarta para quinta, tinha sido perto de 3h.


Além do arremesso de blocos "regular", a Gafisa acrescentou um detalhe mais irritante à barulheira noturna, que, diga-se de passagem, viola a lei do silêncio, que prevê redução de ruídos após 22h: espancamento de ferros. Ouçam as amostras:



Até na saída os caminhões fazem barulho, incomodando os vizinhos. Reparem, no segundo vídeo aqui embaixo, a batucada que o caminhão faz ao descer a ladeira da Rua Paris. Chega a ser assustador.




O cúmulo do absurdo e da surreal desorganização da Gafisa, porém,apareceu no final. Em todos os vídeos, é  possível ver um caçambão vazio para entulhos na entrada da obra. Ele está assim, vazio, há mais de uma semana. E o que leva na caçamba o último caminhão a sair da obra, já por volta de 2h? ENTULHO METÁLICO! Por que diabos a empresa tem um caçambão VAZIO, repito, VAZIO na porta se precisa chamar um caminhão e promover um show de heavy metal na madrugada para retirar entulho da obra? Vejam a saída do dito caminhão abaixo:


Esse foi mais um dos absurdos de desorganização da Gafisa, além de falta de controle total sobre suas terceirizadas. Quem cuida da obra deve estar dormindo confortavelmente durante a madrugada, não é? Afinal, tem um dia cheio de trabalho pela frente. Já os vizinhos, esses chatos, não têm mais o que fazer além de reclamar de um "barulhinho" na madrugada, certo? A paciência realmente acabou.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

De dia é martelo, de noite caminhão (ou Gafisa barulhão)




Bem, nobres leitores do blog. O Smart Perdizes da Gafisa não parece ter gostado muito da comparação de seu barulho matutino a um show de calouros feita na semana passada neste espaço. Hoje os operários  começaram a marretar metais por volta de 7h10. Isso não os impediu, claro, de reduzir o barulho antes de 10h, o que me faz sempre questionar a real necessidade de iniciar tão cedo o espancamento de materiais.

Para completar, o responsável (?) pela organização (?) das entregas noturnas parece ter se empolgado demais com seu trabalho. Socou três caminhões para descarga após 22h, limite do rodízio. Dois deles cheios de blocos.  O primeiro saiu da obra, infelizmente contrariando a expectativa do empolgado responsável, por volta de 1h25. Ou descarregou ou carregou algo de metal, pelo barulho que fez. Deixou a obra levando na caçamba umas estruturas esquisitas. O primeiro caminhão de blocos, e segundo da noite, entrou no Smart Perdizes por volta de 1h40. Apesar de serem blocos, os trabalhadores se esforçam para descarregar rápido, o que provoca mais barulho do que deveria. Para piorar, falavam alto - embora esse não tenha sido o principal problema. O caminhão saiu às 2h10, e o outro entrou um pouco mais rápido, antes de 2h15. E saiu 2h55, com devido barulho.



Vamos ver se o despertar relaxante com marretadas será mantido às 7h10. Por enquanto, apenas 4h de sono garantidas. Parabéns, Smart Perdizes.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Show de calouros (e de barulho) na lage do Smart Perdizes

Além do tradicional espancamento de ferros a partir de 7h15, 7h20, hoje os operários do Smart Perdizes resolveram apresentar seus talentos matutinos a poucos metros das janelas do prédio vizinho à obra da Gafisa. Claro que foi de tirar a paciência, mas nada que impeça um julgamento bem-humorado dos talentosos trabalhadores. Ou não. Mas vamos lá:

1) O fantástico assoviador-cantor: A princípio, achei que era um passarinho gago, pois repetia incessantemente as mesmas e poucas notas.musicais. E mal. Depois, os assovios se diversificaram, mas continuaram sem coordenação. Após algum tempo, eles deram lugar à cantoria sertaneja. Trata-se de uma voz capaz de quebrar um copo. Não pelo agudo, mas porque o copo se suicidaria pulando da mesa para acabar com sua miséria. Veredito: lembram do The Gong Show? GOOOOONGGG!!!

2) Zé Vai e Zé Vem: um estranho casal. Quando o ferro sobe, o Zé Vai grita lá de baixo "Vai, vai, vai" e o Zé  Vem grita lá de cima: "Vem, vem, vem". Funcionaria bem no rádio, onde o ouvinte poderia tomar a gritaria empolgada por outra situação. Na obra, é só irritante. Veredito: um sutil movimento facial que perce um riso, mas pode ser um tique nervoso pelo barulho.

3) Preocupado, Doutor Folgado e Tiririca Cover: Reedição do Zé Vai/Zé Vem. Depois de o Zé Vai gritar "vai, vai, vai", o Doutor Folgado responde: "Os vizinhos estão dormindo." Aí entra o Seu Tranquilo: "Eles que acordem!". E o Tiririca cover finaliza: "Eles devem istá fazendu amô!" Veredito: Incongruente. Deve ser difícil fazer amor com tanta barulheira e pouco caso. Teria graça, quem sabe, se na sequência eles tomassem um jato de água fria ou tortas na cara.

4) Manééééééé: personagem pitoresco, cujas falas se limitam a "ééééééé" berrados e gritos finos ("uhúuuu"). Vere... GOOOOOONGGG!!!!

Resultado final: Todos reprovados nos quesitos artísticos. Melhor continuar trabalhando em silêncio. Ou tentar shows mais tarde.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

"Looping" de problemas: o desespero dos '45 do segundo'

A semana na obra do Smart Perdizes da Gafisa pareceu um grande "revival" dos problemas que vêm sendo narrados neste blog envolvendo a construção, os barulhos na madrugada e o sossego/sono dos vizinhos. Hoje (2/6/2012), a bola da vez foi o famoso "pânico dos 45 do segundo tempo". Para quem não é versado em futebol, explico: é o desespero que acomete um time perdendo nos últimos instantes de jogo, quando ele tenta de tudo para empatar. Até goleiro ir à área adversária tentar marcar de cabeça vale. Às vezes dá certo. Na maioria, não.

Pois foi exatamente o que ocorreu hoje. Deduzo que o congestionamento recorde na cidade (parabéns, prefeito, sua ideia de aparentar melhoria no trânsito jogando os caminhões para a madrugada falhou miseravelmente) atrasou a carga dos dois caminhões que a Gafisa mandou ao Smart Perdizes. Um deles saiu da obra por volta de 0h50. Ok, pensei, passou 20 minutos do horário do bom-senso, mas beleza. Eis que surge o outro caminhão, que estava estacionado perto da esquina e entrou na obra cheio de blocos pouco antes de 1h10.

O que se seguiu foi um arremesso apressado de materiais, que, se pode ter acabado mais rápido, fez igualmente barulho. Além disso, deve cansar mais os operários e ainda aumenta o risco de danos à carga. Os caminhões foram embora pouco antes de 2h. Moral da história: sem organização das entregas, resta o pânico de fazer tudo muito rápido antes que os vizinhos reclamem. Todos perdem um pouco. Mandar os caminhões no sábado, quando o rodízio acaba às 14h, nem pensar, né?

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nova "trapalhada" da Gafisa: intervalo de 2h e caminhão à 1h40

Realmente a Gafisa parece querer voltar aos velhos e maus tempos de sua obra do Smart Perdizes esta semana. Depois da descarga até 4h30 e dos espancamentos de ferros antes de 8h no "ouvido" dos vizinhos - a menos de 10 metros dos apartamentos -, agora a ilustre construtora resolveu dar um "intervalinho" entre suas entregas na madrugada.

Tudo parecia ir bem ontem, 30/5/2012, com o último caminhão saindo do Smart Perdizes às 23h40 aproximadamente. Seria um horário promissor se fosse de fato o fim do barulho no dia. Mas, eis que pouco depois de 1h40, já em 31/5/2012, chega um caminhão, aparentemente vazio, à obra. Após algum esforço nas manobras, ele consegue entrar.

A pergunta que não quer calar é: por que não mandaram o caminhão logo após o outro, para por fim ao barulho o quanto antes? A empresa pode dizer o que quiser, mas para mim isso é desorganização e descontrole sobre o que ocorre na obra à noite. Mas não culpo os supostos responsáveis. Afinal, todos precisam descansar com umas boas horas de sono, certo? Menos os vizinhos do Smart Perdizes...

OBS: A descarga não fez barulho, mas o caminhão, sim, ao deixar o canteiro de obras às 3h05. Espero que desta vez seja o último. Afinal, a barulheira da Gafisa começa em cerca de 4 horas. Durma-se com um descaso desses.

AInda não, Gafisa, ainda não

Hoje (30/5) a Gafisa até esperou uns minutinhos a mais para iniciar o espancamento de ferros na altura do que será o térreo de seu Smart Perdizes. Mas, convenhamos, iniciar às 8h uma série de barulhos que devem beirar - ou superar - o limite de decibéis do horário não é lá muito agradável aos vizinhos. Ainda mais quando, antes de 10h, a barulheira é suspensa. Que tal começar um pouquinho mais tarde? Ou mudar a "marcenaria ao ar livre" de lugar?

terça-feira, 29 de maio de 2012

P..., Gafisa! (ou "Parece de propósito")

Pois é, leitores do blog. Além de ter cessado os barulhos de arremesso de objetos (possivelmente palets) na obra do Smart Perdizes apenas às 4h30 de 29/5/2012, a Gafisa ainda "brindou" os vizinhos com uma surpresa toda especial a partir de 7h30 do mesmo dia, ou seja, três horas depois. Operários, mais ou menos na altura do sexto andar, começaram a martelar tábuas. Nem preciso dizer o quão difícil é ignorar um barulho com vibrações como a marretada numa placa de madeira, não é? Além disso, ainda moviam placas de metal, que seriam "içadas" para andares superiores, e gritavam para tentar se comunicar com quem estava lá em cima. Tudo isso a menos de 10 metros da orelha dos moradores do prédio vizinho. E foram nessa toada até quase 9h.

"Ah, mas foi pouco e já estavam no horário de trabalho", o defensor da empresa poderia dizer. Em resposta, eu apresentaria dois argumentos: o primeiro, e mais objetivo, é de que a descarga de materiais e consequente barulho acabou às 4h30. Ou seja, a empresa, se tivesse sensibilidade com os vizinhos, daria um "desconto" na barulheira do dia, deixando os piores trechos para mais tarde. E é aí que entra o segundo argumento: desde 10h, a obra está bem mais silenciosa; cessaram as marretadas, a movimentação de ferros e os gritos ao lado dos apartamentos.

Conclusão: alguém com um pouco de bom senso e "crachá" de comando na obra não poderia dizer: "Hum, podemos deixar essa marretação para, digamos, umas 10h. Afinal, está muito perto dos vizinhos. Vamos fazer agora cedinho coisas menos barulhentas na obra." Mas quem se importa com essas coisas de sono alheio, não é mesmo? A Gafisa, penso que não. Logo, não me importarei de continuar relatando, aqui, no Youtube e no Twitter, as violações à lei do silêncio cometidas pela empresa e casos corriqueiros de falta de bom-senso quando ocorrerem.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O barulho mora nos detalhes (ou "É o palet, caramba!")



Saibam, nobres e insones leitores deste blog, que é bem difícil manter a ponderação acordado às 3h10 por barulhos, como me encontro agora. Mas farei um esforço para dizer que, apesar de a Gafisa estar fazendo descargas em seu Smart Perdizes até este momento em 29 de maio de 2012, a empresa até tenta ser menos incômoda aos vizinhos.

É verdade, o caminhão abarrotado de material que só entrou na obra depois de 23h30 poderia tê-lo feito antes; afinal, o rodízio de caminhões vai até 22h, e um cálculo mais ou menos básico de horário, além de uma espera no limite da área de multa, o faria chegar, penso, umas 22h30, 22h40. Mas a Gafisa mandou um caminhão que não estava com freio no osso - coisa rara -, que não tem um alarme de ré hediondamente alto e infame, um motorista que não buzina (ou não buzinou até o momento) e operários que não gritam e parecem tentar manter o silêncio.

Mas, se o diabo mora nos detalhes, o barulho é vizinho dele. De tempos em tempos, há na obra um estrondo seco, como de madeira batendo em madeira. Como suponho que a carga seja de blocos ou revestimentos, a aposta é que estão movendo sem cuidado os palets de madeira que estavam sob o material. Não é um palpite às cegas: já vi e filmei esses palets sendo arremessados de qualquer jeito no interior das caçambas dos caminhões - geralmente são empilhados perto da caçamba. 

É o tipo de barulho tolo, dos mais fáceis de ser evitado - basta colocar o palet, e não arremessá-lo, num serviço que envolve mais do que um trabalhador. Logo, a empresa teria de destacar mais uma pessoa para tanto. Mas é justamente pela aparente simplicidade de corrigir o problema que ele é especialmente irritante. Desde o início da obra, a Gafisa e suas prestadoras de serviço já alternaram momentos de barulhos explícitos e descuidados na madrugada com tentativas - muitas dos prestadores de serviço, e depois de conversas civilizadas - de reduzir o incômodo à vizinhança. Não custa fazer um arremate do porte de "peguem leve com os palets" para evitar reclamações como esta, não é verdade?

OBS: O caminhão saiu por volta de 4h30 do local, deixando aos vizinhos pouco menos de 2h30 de sossego. 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Um manobrista do barulho no Smart Perdizes ou 'Síndrome de Goleiro'

Quando a gente acha que a Gafisa já fez todos os barulhos possíveis com sua obra do Smart Perdizes, a empresa consegue se superar e inovar. E irritar. Já passam de 3h de 17/4/2012, madrugada de terça-feira, e a Gafisa resolveu descarregar hoje três ou quatro caminhões. Os primeiros saíram por volta de 1h e fizeram barulho na saída, com gritos e buzina. Este último está desde 1h15 dentro da obra, manobrando, soltando o freio de ar, fazendo descargas barulhentas e batendo objetos que parecem ser metálicos (não são vergalhões nem estruturas, suponho que seja algo sendo arremessado com força em uma carriola). E, pior de tudo, o caminhão tem um "manobrista" gritando cada vez que ele se move dentro da obra. Para completar, o motorista ainda dá umas buzinadas de vez em quando, acho que para comunicar que entendeu as "orientações". Tudo como se fosse no estádio, ou no campinho num sábado à tarde. Mas é madrugada de terça-feira.

Já viram como grita o goleiro de um time quando monta a barreira na cobrança de falta, ainda mais em final de campeonato? Pois é, parece que temos um "goleiro" aqui, tentando bloquear algo com o caminhão. Pois eu digo uma coisa que ele deixa passar como uma "penosa" no meio das pernas: o silêncio e o sossego dos vizinhos. No futebol, gritar não adianta nada, tem de ter esquema tático e habilidade. Na "pelada" da madrugada, parecem faltar os dois à Gafisa. Pior para o público, que nem tem como sair do estádio.

PS1: Já são 4h e abuso continua. Para piorar, toda vez que abrem a boleia do caminhão (ou algo parecido), faz-se um rangido digno de mansão mal-assombrada. Mas parece que a alma mais penada por aqui é a organização. Essa, coitada, já é finada desde 2010 no canteiro de obras.

PS2: Mais tarde posto os vídeos da gritaria do goleiro-manobrista. Querem apostar que a obra vai recomeçar às 7h ou antes disso? Menos de 4h de sono. Patrocínio, Gafisa.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Descargas de materiais que durem 6h, o manual

Diante do triste episódio de semana passada, quando uma carreta cheia de material irritou os vizinhos do Smart Perdizes da Gafisa de 0h55 às 6h59 de quarta, elaborei um pequeno manual de como a Gafisa pode proceder para não furar o rodízio de caminhões e, de quebra, não bater de novo o recorde de amolação aos vizinhos. É simples e nem precisa desenhar:

1) Carreta sai e local de origem antes de 5h ou entre 10h e 16h. Chega ao ponto de carga e fica preenchida até antes de 16h.
2) Carreta chega antes de 16h ao Smart Perdizes e começa a descarregar. Pode levar as mesmas 6h que no dia 4/4
3) Descarga acaba 22h e caminhão pode ir embora no final do rodízio. Operários acabam mais cedo, vizinhos não têm de aturar barulho de madrugada e não precisam denunciar abusos no blog. Iupi!

Parece difícil? A mim, não. Mas abaixo vocês poderão ver o que aconteceu dia 4/4 desde a chegada até a saída às 6h59 - aliás, não tinha rodízio a partir de 5h?