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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Smart Perdizes cria sua própria restrição de circulação

Além de aparentar aos vizinhos uma certa despreocupação com a Lei do Silêncio, o Smart Perdizes da Gafisa resolveu ignorar o Código de Trânsito Brasileiro. Enquanto escrevo, na madrugada de sexta para sábado (10/11/2012), às 2h20, uma carreta de uns 14 metros está parada exatamente no meio da Rua Paris. Está lá, sossegada, com luzes apagadas e pisca-alerta desligado, ocupando uma faixa e meia - um carro que passou há pouco teve de se espremer na contramão para avançar. Vale lembrar que o Código de Trânsito obriga veículos a estacionarem junto à calçada e, se por algum motivo pararem no meio da pista, ligarem o pisca-alerta e sinalizarem que o caminhão está ali a uns bons metros de distância.

Como se a situação já não fosse grave o bastante, hoje as luzes da Rua Paris, bem diante do Smart Perdizes, estão apagadas. Não é a primeira vez que isso ocorre, mas prefiro crer que é um problema da Prefeitura e não algo intencional. Ou seja, o caminhão está no mais completo breu, apenas com uma luzinha na cabine acesa. Imagine o risco de um carro virar da Rua Havaí desatento ou vir embalado pela Rua Paris (o caminhão está a alguns metros do fim de uma subida). E a pista hoje está molhada com a garoa. É um desrespeito com a segurança de trânsito.

E não é o primeiro caso de violação do Código de Trânsito Brasileiro. Além da festa da buzina, que noticiei no post passado, esta semana, de quarta para quinta, houve outro caso. Para estacionar diante da entrada da obra na Rua Paris e descarregar sacos de cimento, uma caçamba foi empurrada para o meio da rua, interditando a pista da Rua Paris no sentido de quem vai para a Rua Cajaíba. Mais um risco aos motoristas. A caçamba ficou lá de 0h30 (ou antes) ao menos até 4h. Quando vi novamente, às 8h, já tinha sido retirada do meio da rua.

Será que, com tantas restrições de circulação aos caminhões impostas pela Prefeitura, o Smart Perdizes resolveu criar as suas próprias para os vizinhos da obra? Espero que não.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sempre correndo riscos

Depois de alguns dias de silêncio relativo - ou descargas barulhentas em horários razoáveis -, o Smart Perdizes da Gafisa voltou ontem à sua arriscada conta de enfiar mais caminhões na obra do que as leis de tempo e velocidade e o bom senso parecem permitir.

Uma carreta de tamanho considerável chegou ao canteiro de obras pela Rua Paris por volta de 0h30. Aparentemente tentando levar ao pé da letra a questão de entrar de ré no Smart Perdizes para que o alarme sonoro não irritasse os moradores na saída, o veículo já se embicou "discostas" perto do portão. Sua chegada foi percebida à distância: além do alarme de ré, chegou soltando todo o ar diversas vezes, como se estivesse com "soluços". Mas vá lá, ao menos tentaram evitar essa balbúrdia mais tarde. Mas aí vem o problema. O caminhão ficou pelo menos 40 minutos na porta antes de entrar. E, pelo que soube, foi embora por volta de 4h, fazendo barulho - a descarga teria sido menos ruidosa que o "adeus" do veículo.

De novo, os responsáveis - sejam da Gafisa ou da empresa terceirizada - tentam "socar" diversas entregas no mesmo dia, não considerando - ou não se importando - com que horas elas vão acabar, nem com seu impacto no sono da vizinhança. Um caminhão do porte dessa carreta deveria chegar cedo, e ser a única descarga da noite. Mas isso este blog já cansou de falar, e os responsáveis pelo Smart Perdizes já devem estar carecas de saber. Ou não?

terça-feira, 17 de julho de 2012

É um passaro? É um alarme antibomba? Não, é o barulho da Gafisa

Depois de alguns dias de relativo sossego, o Smart Perdizes da Gafisa voltou a atacar na madrugada de hoje com barulho injustificado. A descarga de materiais até provocou um incômodo moderado a baixo (foi possível ouvir apenas alguns estrondos de objetos sendo arremessados ao chão). Mas o pior ficou para o final, como se pode ver no vídeo: um alarme de ré fora do padrão (que, salvo engano, é aquele 'pi, pi, pi') às 2h30. Parecia mais uma mistura de uirapuru com fliperama quebrado e alarme daquela famosa marca do "atenção, este veículo está sendo roubado". Ridículo.
É evidente a falta de bom-senso no episódio. Se é de conhecimento do motorista e da empresa que o caminhão faz esse "escândalo" na hora de dar ré, por que entraram de frente com ele na obra? Não seria mais racional e educado com os vizinhos entrar de ré, fazendo, por tabela, o barulho exótico mais cedo? Assim, na hora de sair não seria preciso executar essa sinfonia depois de 2h da madrugada. Outra opção seria desligar o alarme de ré - tomando, evidente, todos os cuidados, como não deixar trabalhadores atrás do veículo. 
A pior parte da questão é que o problema não é inédito. Já falamos, aqui neste blog, de outra situação com alarme de ré escandaloso na madrugada, como se pode ver aqui. O que deixa a impressão de que eventuais casos de respeito ao silêncio na madrugada são mais obra do acaso - e de sorte dos vizinhos - do que de organização ou consideração da Gafisa. Será?

sábado, 16 de junho de 2012

Um caminhão perdido, uma obra idem (ou O Viaduto Pompeia está fechado há 5 meses, Gafisa!)

Inacreditável. Foi o que pensei quando vi, já nos primeiros minutos de sábado (16/6/2012), o portão da obra do Smart Perdizes da Gafisa aberto e dois operários sentados na calçada- na verdade, um até estava deitado. Num instante de otimismo, pensei que eles tivessem acabado de concluir o serviço e aguardassem para ir embora. Ledo engano. Por volta de 1h10 - isso mesmo, 1h10, ou 3h10 depois do fim do rodízio de caminhões na capital, que se encerra às 22h -, dá o ar da graça na Rua Paris um caminhão abarrotado de objetos metálicos. Veja em dois momentos:




O que se seguiu foi um festival de arremesso de objetos metálicos, com estrondos que impediam o sono. Ainda mais porque um dos pontos de barulho fica bem perto das janelas dos quartos do imóvel vizinho, inviabilizando qualquer tentativa de repouso. A Polícia Militar foi acionada, mas, infelizmente, não apareceu no local. De todas as vezes em que ocorreu abuso à lei do silêncio no Smart Perdizes, porém, a corporação tem saldo positivo. Fui, então, tentar conversar com os operários para ver se o barulho poderia ser minimizado - e por que haviam chegado tão tarde.




A justificativa: o caminhão tinha previsão de chegada às 22h30, 23h. Mas se perdeu porque o Viaduto Pompeia estava fechado. Um detalhe: o Viaduto Pompeia está interditado DESDE JANEIRO, quando um foco de incêndio provocou seu fechamento. Todos os jornais, rádios e tevês noticiaram, tempos depois, que a liberação dele é parcial e apenas até 22h, ou seja, antes do fim do rodízio de caminhões. Isso não é novidade. Não culpo o motorista - que até deveria saber. Mas a empresa para a qual ele trabalha tem obrigação de fornecer informações e orientações para seus trabalhadores. A Gafisa, por tabela, também tem de cobrar organização de suas terceirizadas. Porque a impressão, até agora, é de que as terceirizadas não dão a mínima para os vizinhos, e a Gafisa não dá a mínima para as terceirizadas - e, por tabela, para os vizinhos de seu barulhento Smart Perdizes. E a bomba do barulho estoura no colo de quem? De quem tem de tentar dormir com ferros e outros objetos sendo arremessados na madrugada...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

De dia é martelo, de noite caminhão (ou Gafisa barulhão)




Bem, nobres leitores do blog. O Smart Perdizes da Gafisa não parece ter gostado muito da comparação de seu barulho matutino a um show de calouros feita na semana passada neste espaço. Hoje os operários  começaram a marretar metais por volta de 7h10. Isso não os impediu, claro, de reduzir o barulho antes de 10h, o que me faz sempre questionar a real necessidade de iniciar tão cedo o espancamento de materiais.

Para completar, o responsável (?) pela organização (?) das entregas noturnas parece ter se empolgado demais com seu trabalho. Socou três caminhões para descarga após 22h, limite do rodízio. Dois deles cheios de blocos.  O primeiro saiu da obra, infelizmente contrariando a expectativa do empolgado responsável, por volta de 1h25. Ou descarregou ou carregou algo de metal, pelo barulho que fez. Deixou a obra levando na caçamba umas estruturas esquisitas. O primeiro caminhão de blocos, e segundo da noite, entrou no Smart Perdizes por volta de 1h40. Apesar de serem blocos, os trabalhadores se esforçam para descarregar rápido, o que provoca mais barulho do que deveria. Para piorar, falavam alto - embora esse não tenha sido o principal problema. O caminhão saiu às 2h10, e o outro entrou um pouco mais rápido, antes de 2h15. E saiu 2h55, com devido barulho.



Vamos ver se o despertar relaxante com marretadas será mantido às 7h10. Por enquanto, apenas 4h de sono garantidas. Parabéns, Smart Perdizes.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

E olha quem quase voltou! O barulho de 2h50 às 3h55

Pois é, nobres leitores do blog, já faz mais de um mês que o Smart Perdizes da Gafisa tentou ser um bom menino - ainda estamos meio longe do Natal, não? -, apesar de alguns vícios que parecem insanáveis, como arremessar, ou defenestrar, compensados gigantes de madeira de quatro andares de altura às 7h15. Já expliquei que existe elevador de carga neste blog, mas acho que a ideia não foi bem captada. De todo modo, a empresa estava tentando fazer entregas até 0h30, o que, ao menos na opinião deste insone blogueiro, é algo razoável entre o rodízio de caminhões, que acaba 22h, e o sossego dos vizinhos. Mas...

Mas eis que hoje às 2h50 - ou 4h50 após o final do rodízio de caminhões -, chega um caminhão repleto de peças metálicas e vergalhões quase do comprimento do veículo. A julgar pela inscrição na lataria, julgo que pertence à Transportadora Translecchi, de Mogi das Cruzes (era o que estava escrito). Tudo parecia indicar mais uma noite com a chamada da Polícia Militar no canteiro de obras no meio da madrugada, mas algo ocorreu. O caminhão ficou ali parado, até 3h45, mais ou menos. O motorista saiu algumas vezes, tentou assoviar para chamar o porteiro da obra, falou ao celular, e nada. Depois de um tempo, pediu ao porteiro de um prédio vizinho o rádio. De longe, deu para escutar que a bateria do rádio do motorista tinha acabado, e o caminhão dele tinha sido bloqueado pela empresa de segurança. Teria sido pelo horário em que ele estava fora de casa ou uma falha no sistema? Difícil saber. O fato é que, logo depois da conversa pelo rádio, ele foi embora, alguns minutos antes de 4h. E, vale lembrar, a obra começa por volta de 7h15.

Ok, parabéns a quem decidiu que não era uma boa ideia jogar ferros às 4h. Mas isso não exime a Gafisa e a Translecchi de responsabilidades. A Gafisa não deu um horário máximo de chegada para descarga, ainda mais de ferros, que são dos itens mais barulhentos da obra? Se não deu, está errada e desconsiderou o sossego dos vizinhos. Se deu, a Translecchi ignorou e chegou "na hora que deu"? Tudo bem, a empresa fica em Mogi, mas é básico sair um pouco antes das 22h de lá (20h30, por exemplo) para chegar o mais perto possível do fim do rodízio na capital e acabar o mais cedo possível. Mais especificamente, será que a Gafisa - e, no caso, a Translecchi - se importam com o barulho que causariam às 4h? Com a palavra, as empresas.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ferro na madrugada de novo, Gafisa?

Pareceu premonitório falar no post anterior sobre erros cometidos seguidamente pela obra do Smart Perdizes da Gafisa. Depois da defenestração de madeiras às 7h20, outro  déjà-vu na madrugada: carga de ferros no caminhão. Isso já rendeu Polícia Militar na obra duas vezes, há alguns meses. O Smart Perdizes, fazendo jus ao nome, aprendeu? Necas. Hoje, de novo, arremessaram ferro na boleia até 1h45.

Para arrematar, ainda chega um outro caminhão à 1h50 e para na porta, na Rua Paris. Ficou uns 15, 20 minutos no local, dos quais uns 10 pelo menos com motor ligado, poluindo o ar e fazendo barulho no ouvido dos vizinhos. A carga? Um saco com peças metálicas menor do que o do Papai Noel. Que foi devidamente arremessado do alto da caçamba e arrastado. A Petrobras deve ficar bem feliz com as terceirizadas do Smart Perdizes. Nunca vi ninguém jogar fora combustível por nada como esses caras.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Um manobrista do barulho no Smart Perdizes ou 'Síndrome de Goleiro'

Quando a gente acha que a Gafisa já fez todos os barulhos possíveis com sua obra do Smart Perdizes, a empresa consegue se superar e inovar. E irritar. Já passam de 3h de 17/4/2012, madrugada de terça-feira, e a Gafisa resolveu descarregar hoje três ou quatro caminhões. Os primeiros saíram por volta de 1h e fizeram barulho na saída, com gritos e buzina. Este último está desde 1h15 dentro da obra, manobrando, soltando o freio de ar, fazendo descargas barulhentas e batendo objetos que parecem ser metálicos (não são vergalhões nem estruturas, suponho que seja algo sendo arremessado com força em uma carriola). E, pior de tudo, o caminhão tem um "manobrista" gritando cada vez que ele se move dentro da obra. Para completar, o motorista ainda dá umas buzinadas de vez em quando, acho que para comunicar que entendeu as "orientações". Tudo como se fosse no estádio, ou no campinho num sábado à tarde. Mas é madrugada de terça-feira.

Já viram como grita o goleiro de um time quando monta a barreira na cobrança de falta, ainda mais em final de campeonato? Pois é, parece que temos um "goleiro" aqui, tentando bloquear algo com o caminhão. Pois eu digo uma coisa que ele deixa passar como uma "penosa" no meio das pernas: o silêncio e o sossego dos vizinhos. No futebol, gritar não adianta nada, tem de ter esquema tático e habilidade. Na "pelada" da madrugada, parecem faltar os dois à Gafisa. Pior para o público, que nem tem como sair do estádio.

PS1: Já são 4h e abuso continua. Para piorar, toda vez que abrem a boleia do caminhão (ou algo parecido), faz-se um rangido digno de mansão mal-assombrada. Mas parece que a alma mais penada por aqui é a organização. Essa, coitada, já é finada desde 2010 no canteiro de obras.

PS2: Mais tarde posto os vídeos da gritaria do goleiro-manobrista. Querem apostar que a obra vai recomeçar às 7h ou antes disso? Menos de 4h de sono. Patrocínio, Gafisa.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

'Construção', de Chico Buarque, em versão Smart Perdizes da Gafisa

A irritação com a incompetência da Gafisa e seu Smart Perdizes, que vem aumentando com os seguidos casos de violação à lei do silêncio, me levou a incentivar uma veia artística. Um dia, vendo TV enquanto a obra se esmerava em fazer-se notada altas horas da noite, vi o clipe do Chico com a música Construção. Na hora comecei a tentar adaptar a letra para a realidade barulhenta e cada vez mais insone que vivo - e outros no entorno da obra também. E saiu a letra abaixo. Estava guardando a publicação para um momento especial, e ele veio esta madrugada, quando uma descarga de materiais se estendeu de 0h55 às 6h59. Tamanho esmero da empresa em produzir barulho não poderia ser desmerecido. Por isso, lá vai - quem sabe um dia não consigo gravar a versão musicada e cantada?

"Criticou o decreto do governo flácido
Ignorou a ordem do sossego público
Acumulou entregas com sua ganância
Prometeu silêncio com esforço pífio

Chegou na construção como se fosse sábado
Deu ré no caminhão como se fosse um braço
Gritou na contramão como se fosse várzea
Buzinou alto como em dia de título

Martelou o metal como se fosse ódio
Jogou o vergalhão como esporte olímpico
Trocou o caçambão como escola de samba
A obra põe meu sono numa corda bamba

E no dia seguinte é tudo novamente
Gafisa seu Smart é incompetente
Tamanha barulheira me deixou tão bravo
Se depender de mim não terão um centavo."

terça-feira, 13 de março de 2012

Barulho no meio da rua e na obra até 3h10. Que feio, Gafisa!





Pô, Gafisa, depois de acordar vizinhos às 5h10 de um sábado, agora está achando que qualquer "barulhinho" até 3h10 de uma quarta-feira (14/3/2012) vai atingir o mesmo nível? Pois foi o que aconteceu agora há pouco.

O que a Gafisa e sua obra do Smart Perdizes não parecem entender, apesar de já ter sido explicado por aqui, é que não adianta tentar fazer silêncio apenas na entrega dentro do canteiro. O que ocorreu há pouco é simbólico.  Caminhão dentro da obra descarregava até 2h10 relativamente sem ruídos, quando chegou outro, que parou na rua, soltou ar pressurizado e deixou o motor ligado - sempre o maldito motor -, incomodando os vizinhos.

Ao ver a cena, o caminhão dentro da obra tentou acelerar o processo, saindo com as laterais ainda abertas e os palets fora de lugar. A emenda, porém, ficou muito pior que o soneto. Com o veículo parado no meio da Rua Paris, junto ao caçambão da obra, não se podia passar na via - ainda bem que não veio nenhum carro. E o que fazem os operários? Falam alto, discutem e começam a arremessar os palets dentro do caminhão como se estivessem no quintal de casa, em um domingão. Será que eles realmente não têm noção de que estão a poucos metros de casas e apartamentos? Ou apenas estão se lixando para os vizinhos? De um jeito ou de outro, Gafisa demonstra não ter controle sobre problemas dos terceirizados, já que essa questão do bom-senso na hora das descargas vem sendo martelada no blog há um tempinho - uns seis meses. Ou será que ela se lixa para os vizinhos também?

Para piorar, caminhão que entrou na obra repetiu seguidas vezes ato de soltar ar pressurizado, quase soando como provocação, na entrada e na saída, que ocorreu apenas às 3h10, a cerca de 3h30 do reinício do barulho na obra. Sim, porque vocês acham que a Gafisa começa mais tarde o incômodo só porque fez barulho até 3da matina? Nem pensar. Sobre o meio do processo, a descarga de materiais, à exceção de alguns gritos e barulhos de madeira, até não foi problemática. Mas o barulho tem ocorrido cada vez mais na entrada e saída de veículos, o que requer orientação na Gafisa em seu Smart Perdizes. Se a máxima "é a economia, estúpido" fosse adaptada ao caso, seria algo como "é a entrada e saída de veículos, estúpido!" Lastimável, de novo.

PS: Daqui a pouco posto os vídeos. Vou tentar dormir antes da sessão de arremesso de ferros. Boa noite, se é que isso é possível!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Além da lei do silêncio, esqueceram do Código de Trânsito


Nobres leitores, sabiam que o Código de Trânsito, no Artigo 227, regulamenta a buzina de veículos e proíbe seu uso entre 22h e 6h? A infração à regra é considerada leve e rende multa de R$ 53,20 e três pontos na carteira. Mesmo que não soubesse, o bom-senso recomenda que não se buzine na madrugada, certo? Pois o motorista a serviço da obra do Smart Perdizes não parece concordar muito com esse tal código de trânsito, não.

Não contente em chegar no canteiro de obras pela Rua Paris às 2h10, quando o segurança já havia passado a corrente na porta após descarga de caminhão que passou de 0h, o ilustre condutor ainda deu uma "buzinadinha", como quem não quer nada, para alertar sobre sua chegada e cobrar a abertura dos portões. Só que é uma buzina de caminhão, algo equivalente a um "carinho" feito por um elefante. A descarga de materiais até ia bem, audível mas discreta, até que no final jogaram dois objetos pesados que fizeram muito barulho e chegaram a acordar o vizinho da frente (percebi a luz da casa se acendendo instantes depois). 

E não é que na hora de ir embora o engraçadinho do motorista ainda para o caminhão metade dentro, metade fora da obra e dá outra buzinadinha de adeus às 2h45? Afinal, não é de bom tom sair sem se fazer notar. Seria bom a Gafisa lembrar a seus prestadores de serviços que existem pessoas dormindo na madrugada ao lado de sua barulhenta obra, e que buzina não é para dar um "alô para a galera", muito menos no horário em que saiu.

terça-feira, 6 de março de 2012

Festa da uva e heavy metal no Smart Perdizes

O primeiro dia da nova regra de restrições aos caminhões na capital, imposta pelo prefeito Gilberto Kassab - que certamente não tem obra ao lado de sua casa, atrás do Shopping Iguatemi - não poderia ter sido mais caótico no Smart Perdizes da Gafisa. Posso ter errado a conta, mas foram pelo menos seis caminhões passando pelo local entre a noite de ontem e a madrugada de hoje (6/3/2012). Os piores, de longe, foram os de vergalhões de aço. Vejam:



Segundo informações obtidas pelo blog na obra, a "conta" dessa barulheira na madrugada (acabou 0h45 a parte dos ferros) deve ser dividida entre Gafisa e Gerdau. Esta última teria sido solicitada a entregar os ferros há dois sábados e não o fez. Ontem, teria prometido, "sem falta", a chegada do material pouco depois de 22h. Não cumpriu a promessa. Um dos caminhões chegou bem depois de 23h30. Para tentar cumprir uma meta de horário, os operários começaram a jogar de qualquer jeito os vergalhões, causando o barulho visto no vídeo lá de cima. Um deles, às 0h45, ainda teve a pachorra de dizer "cumprimos o horário direitinho". Que horário, elemento? Horário de tirar o sono dos vizinhos? Nota negativa fica - além da Gafisa, claro - com a Gerdau: empresa cujo fundador quer dar aula de gerenciamento ao governo federal não pode nem deve mostrar tanta incompetência e pouco caso com as pessoas como ontem. A festa, porém, ainda  não tinha acabado:



Até  me dispus a ser um pouco mais paciente com a obra do Smart Perdizes em função do aumento do horário da restrição dos caminhões desde ontem, mas na prática o resultado mostrou que não adianta. Se a empresa e suas contratadas não usam o bom-senso para também reduzir seu horário de barulho, não sou eu que vou ter calma com abusos como o de ontem. 

sábado, 3 de março de 2012

Sinfonia da incompetência no Smart Perdizes, parte 1: música eletrônica


"Dá-ré-e-faz-som-má-xi-mo"! Creio que essa pequena piada pessoal, rearranjando as notas musicais, foi um dos poucos momentos em que não estava irritado com os abusos sequenciais da obra do Smart Perdizes da Gafisa nas últimas horas. Esta é a primeira parte de uma sucessão de erros e descaso da empresa com os vizinhos de sua ruidosa obra.

Pois bem, nos primeiros minutos de sábado, por volta de 0h25, estava um caminhão cheio de carga, coberta por uma lona, parado bem diante da entrada de materiais do Smart Perdizes. "Por que não havia entrado ainda?", pensei. O que aconteceu para tanta demora é um mistério, com direito a grito do motorista e barulho de ferro. O fato é que o portão só foi aberto às 0h55. E o que fez o motorista? Entrou de frente, porque o barulho dos freios sem pastilha é menos pior do que o do alarme de ré? Não. Entrou de ré, ligando o alarme e fazendo um barulho danado. Pior: ainda errou a manobra uma vez e a refez. Desnecessário dizer que os cachorros da vizinhança começaram a latir muito. Detalhe: o alarme era daqueles contra roubo de automóvel, com quatro fases. Uma mais irritante que a outra.

"Bom, ele deve ter entrado de ré para fazer menos barulho quando saír", imaginei, ponderando, porém, que ele poderia ter desligado o alarme para manobrar. Outro engano. Esperei bem 2h, e nada. Possivelmente o caminhão sequer chegou a ser descarregado, a não ser que a Gafisa tivesse contratado ninjas altamente treinados, hipótese fantasiosa. Se realmente não houve descarga na madrugada - veja, não estou reclamando de não ter ocorrido barulho, foi bom, mas o ponto aqui é a hora de chegada do veículo -, qual a razão de o caminhão precisar entrar quase 1h? O rodízio de caminhões vai até 22h, ou seja, a entrada ocorreu quase três horas depois do limite De um jeito ou de outro, o que fica é irritação pelo barulho violando a lei do silêncio. Mas o pior ainda estava por vir...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Elogiar dá um azar danado (ou a volta do barulho 'no limite')

Pois é, nobres leitores do blog, durou menos de 14 horas o elogio à obra do Smart Perdizes da Gafisa. Ao chegar em casa ontem, vi que um dos caminhões de descarga de materiais só deixou o canteiro de obras às 0h15, alguns minutos depois do "horário do bom-senso". Logo, aquele "ponto positivo" pela chegada do caminhão para troca de caçambas foi anulado.

Hoje (1/3) cedo, literalmente às 7h01, começaram as marteladas no ponto da obra mais próximo dos vizinhos. Alguns minutos antes já era possível ouvir conversas dos trabalhadores, mas realmente elas causam muito menos incômodo - quando eles mantêm a voz no limite razoável, o que não é regra mais foi o caso - do que o espancamento de madeiras e ferros. Legal terem esperado dar 7h para começar o barulho, mas insisto: será que não tem como organizar as interferências mais próximas aos vizinhos - e, por tabela, mais barulhentas - um pouco mais adiante no dia? Com isso, o ponto negativo por terem mudado no dia de ontem o horário de início da barulheira de 6h45 para 7h também perde eficácia.

Voltamos à estaca zero.