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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

"É o palet, estúpido!" ou "Já virou festa da uva, Gafisa?"

Mais uma madrugada e mais uma festa do caqui, da uva ou de qualquer fruta que represente balbúrdia ocorreu na obra do Smart Perdizes da Gafisa. A descarga barulhenta de materiais avançou além de 4h da matina, com o trabalho do dia começando implacavelmente às 7h30. A conta: os vizinhos tiveram pouco mais de 3h para tentar dormir sossegados. O destaque da madrugada vai para a capacidade do encarregado da obra, que inacreditavelmente achou que socar quatro caminhões na obra em uma noite não causaria nenhum transtorno. Para facilitar as coisas, aparentemente a Gafisa quis economizar uns trocados e usou a mesma equipe que descarregava sacos de cimento para descarregar algo que parecia ser revestimento. Ou seja, consumindo mais tempo do que duas equipes e prolongando o barulho e a irritação dos vizinhos. Melhor voltar à cartilha básica de matemática para aprender algo sobre tempo x velocidade (de descarga, no caso).

Outro ponto chocante da jornada de ruídos do Smart Perdizes foi no comportamento dos trabalhadores durante o serviço. O segundo caminhão tinha um carregador que, ao terminar de jogar cada pilha de sacos de cimento em uma carriola (sim, um sinal de alguma evolução, embora ela também faça barulhos metálicos), simplesmente arremessava os palets que ficavam por baixo uns contra os outros, como se fossem sacos de batata. Não preciso dizer que o impacto de duas peças de madeira causa um barulho e tanto na madrugada. Sinal de irracionalidade e falta de bom-senso; será que ele acha que está no quintal de casa ou em um terreno baldio? Felizmente, o carregador do caminhão seguinte parecia ter um pouco mais de tutano e, ao invés de arremessar os palets, os colocava com cuidado uns sobre os outros. Ponto positivo, mas não resolve todo o problema.

Resumo da ópera: a Gafisa, depois de um período comportado, parece ter voltado à palhaçada de achar que pode fazer descarga de materiais na hora em que bem entende - ou melhor, na hora que as terceirizadas bem entendem, pois a empresa dá sinais de não ter controle algum sobre o serviço, já que foram feitas a ela reclamações que nada resolveram.A paciência com esse tipo de descaso e violação da lei do silêncio não costuma durar muito, e desculpas esfarrapadas como o rodízio de caminhões (que acaba às 22h e tem brecha à tarde) não colam mais.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

A volta da desorganização e do barulho no Smart Perdizes

Pois é, leitores do blog. Parecia até que a poeira já havia baixado - mentira, pois a obra do Smart Perdizes a provoca em grandes quantidades - e a Gafisa havia começado a respeitar o sono dos vizinhos e maneirado o barulho na madrugada, violando a lei do silêncio. Ledo engano.

De ontem para hoje (20 para 21/8/2012), mais uma vez a desorganização e descontrole da obra com suas prestadoras de serviço levou um caminhão a fazer barulho de descarga na obra de 0h30 (pelo menos) até 3h45. Arremesso de madeiras de palets, em maior escala, e de outros objetos, em menor, ocorriam de tempos em tempos, tirando o sono de vizinhos. Quando parecia que a coisa estava quieta, vinha um barulhão de madeira sendo arremessada.

Mais uma vez alguém da Gafisa ou não sabe calcular quanto tempo demora para se descarregar um caminhão cheio ou não se importa com as consequências que um serviço até quase 4h possa ocasionar no sono de quem mora em volta do Smart Perdizes. Mais uma vez, a solução para isso é básica: caminhão grande carregado? Deve ser carregado a partir de 5h. Na brecha do rodízio da tarde, sai em direção à obra e descarrega durante a tarde. Dá bastante tempo de descarregar até o fim do rodízio às 22h e os vizinhos agradecem. Parece simples, mas aparentemente a Gafisa ainda não captou a ideia. Ou não se importa.

Mais tarde, os vídeos da barulheira.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sempre correndo riscos

Depois de alguns dias de silêncio relativo - ou descargas barulhentas em horários razoáveis -, o Smart Perdizes da Gafisa voltou ontem à sua arriscada conta de enfiar mais caminhões na obra do que as leis de tempo e velocidade e o bom senso parecem permitir.

Uma carreta de tamanho considerável chegou ao canteiro de obras pela Rua Paris por volta de 0h30. Aparentemente tentando levar ao pé da letra a questão de entrar de ré no Smart Perdizes para que o alarme sonoro não irritasse os moradores na saída, o veículo já se embicou "discostas" perto do portão. Sua chegada foi percebida à distância: além do alarme de ré, chegou soltando todo o ar diversas vezes, como se estivesse com "soluços". Mas vá lá, ao menos tentaram evitar essa balbúrdia mais tarde. Mas aí vem o problema. O caminhão ficou pelo menos 40 minutos na porta antes de entrar. E, pelo que soube, foi embora por volta de 4h, fazendo barulho - a descarga teria sido menos ruidosa que o "adeus" do veículo.

De novo, os responsáveis - sejam da Gafisa ou da empresa terceirizada - tentam "socar" diversas entregas no mesmo dia, não considerando - ou não se importando - com que horas elas vão acabar, nem com seu impacto no sono da vizinhança. Um caminhão do porte dessa carreta deveria chegar cedo, e ser a única descarga da noite. Mas isso este blog já cansou de falar, e os responsáveis pelo Smart Perdizes já devem estar carecas de saber. Ou não?

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pensamento do dia (ou "vai levar 102 anos para corrigir, Gafisa?")

O Corinthians levou 102 anos para ganhar uma Libertadores. A Gafisa, com seu Smart Perdizes, vai levar quanto tempo para entender que madeiras usadas na obra não devem ser jogadas pela janela a 10 metros de altura às 7h? É algo que tem ocorrido com frequência e que revela uma irracionalidade assustadora. Faz um barulho danado, é perigoso (como controlar um pedaço de madeira arremessado de tanta altura, ainda mais se houver alguém passando no térreo?) e desnecessário. Por que não colocar as madeiras ordenadamente no elevador de carga e empilhá-las com cuidado no térreo, caramba? Dá impressão de má-vontade ou raiva do trabalho. Qual das duas, hein?

sábado, 16 de junho de 2012

Um caminhão perdido, uma obra idem (ou O Viaduto Pompeia está fechado há 5 meses, Gafisa!)

Inacreditável. Foi o que pensei quando vi, já nos primeiros minutos de sábado (16/6/2012), o portão da obra do Smart Perdizes da Gafisa aberto e dois operários sentados na calçada- na verdade, um até estava deitado. Num instante de otimismo, pensei que eles tivessem acabado de concluir o serviço e aguardassem para ir embora. Ledo engano. Por volta de 1h10 - isso mesmo, 1h10, ou 3h10 depois do fim do rodízio de caminhões na capital, que se encerra às 22h -, dá o ar da graça na Rua Paris um caminhão abarrotado de objetos metálicos. Veja em dois momentos:




O que se seguiu foi um festival de arremesso de objetos metálicos, com estrondos que impediam o sono. Ainda mais porque um dos pontos de barulho fica bem perto das janelas dos quartos do imóvel vizinho, inviabilizando qualquer tentativa de repouso. A Polícia Militar foi acionada, mas, infelizmente, não apareceu no local. De todas as vezes em que ocorreu abuso à lei do silêncio no Smart Perdizes, porém, a corporação tem saldo positivo. Fui, então, tentar conversar com os operários para ver se o barulho poderia ser minimizado - e por que haviam chegado tão tarde.




A justificativa: o caminhão tinha previsão de chegada às 22h30, 23h. Mas se perdeu porque o Viaduto Pompeia estava fechado. Um detalhe: o Viaduto Pompeia está interditado DESDE JANEIRO, quando um foco de incêndio provocou seu fechamento. Todos os jornais, rádios e tevês noticiaram, tempos depois, que a liberação dele é parcial e apenas até 22h, ou seja, antes do fim do rodízio de caminhões. Isso não é novidade. Não culpo o motorista - que até deveria saber. Mas a empresa para a qual ele trabalha tem obrigação de fornecer informações e orientações para seus trabalhadores. A Gafisa, por tabela, também tem de cobrar organização de suas terceirizadas. Porque a impressão, até agora, é de que as terceirizadas não dão a mínima para os vizinhos, e a Gafisa não dá a mínima para as terceirizadas - e, por tabela, para os vizinhos de seu barulhento Smart Perdizes. E a bomba do barulho estoura no colo de quem? De quem tem de tentar dormir com ferros e outros objetos sendo arremessados na madrugada...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

De dia é martelo, de noite caminhão (ou Gafisa barulhão)




Bem, nobres leitores do blog. O Smart Perdizes da Gafisa não parece ter gostado muito da comparação de seu barulho matutino a um show de calouros feita na semana passada neste espaço. Hoje os operários  começaram a marretar metais por volta de 7h10. Isso não os impediu, claro, de reduzir o barulho antes de 10h, o que me faz sempre questionar a real necessidade de iniciar tão cedo o espancamento de materiais.

Para completar, o responsável (?) pela organização (?) das entregas noturnas parece ter se empolgado demais com seu trabalho. Socou três caminhões para descarga após 22h, limite do rodízio. Dois deles cheios de blocos.  O primeiro saiu da obra, infelizmente contrariando a expectativa do empolgado responsável, por volta de 1h25. Ou descarregou ou carregou algo de metal, pelo barulho que fez. Deixou a obra levando na caçamba umas estruturas esquisitas. O primeiro caminhão de blocos, e segundo da noite, entrou no Smart Perdizes por volta de 1h40. Apesar de serem blocos, os trabalhadores se esforçam para descarregar rápido, o que provoca mais barulho do que deveria. Para piorar, falavam alto - embora esse não tenha sido o principal problema. O caminhão saiu às 2h10, e o outro entrou um pouco mais rápido, antes de 2h15. E saiu 2h55, com devido barulho.



Vamos ver se o despertar relaxante com marretadas será mantido às 7h10. Por enquanto, apenas 4h de sono garantidas. Parabéns, Smart Perdizes.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

"Looping" de problemas: o desespero dos '45 do segundo'

A semana na obra do Smart Perdizes da Gafisa pareceu um grande "revival" dos problemas que vêm sendo narrados neste blog envolvendo a construção, os barulhos na madrugada e o sossego/sono dos vizinhos. Hoje (2/6/2012), a bola da vez foi o famoso "pânico dos 45 do segundo tempo". Para quem não é versado em futebol, explico: é o desespero que acomete um time perdendo nos últimos instantes de jogo, quando ele tenta de tudo para empatar. Até goleiro ir à área adversária tentar marcar de cabeça vale. Às vezes dá certo. Na maioria, não.

Pois foi exatamente o que ocorreu hoje. Deduzo que o congestionamento recorde na cidade (parabéns, prefeito, sua ideia de aparentar melhoria no trânsito jogando os caminhões para a madrugada falhou miseravelmente) atrasou a carga dos dois caminhões que a Gafisa mandou ao Smart Perdizes. Um deles saiu da obra por volta de 0h50. Ok, pensei, passou 20 minutos do horário do bom-senso, mas beleza. Eis que surge o outro caminhão, que estava estacionado perto da esquina e entrou na obra cheio de blocos pouco antes de 1h10.

O que se seguiu foi um arremesso apressado de materiais, que, se pode ter acabado mais rápido, fez igualmente barulho. Além disso, deve cansar mais os operários e ainda aumenta o risco de danos à carga. Os caminhões foram embora pouco antes de 2h. Moral da história: sem organização das entregas, resta o pânico de fazer tudo muito rápido antes que os vizinhos reclamem. Todos perdem um pouco. Mandar os caminhões no sábado, quando o rodízio acaba às 14h, nem pensar, né?

quarta-feira, 30 de maio de 2012

AInda não, Gafisa, ainda não

Hoje (30/5) a Gafisa até esperou uns minutinhos a mais para iniciar o espancamento de ferros na altura do que será o térreo de seu Smart Perdizes. Mas, convenhamos, iniciar às 8h uma série de barulhos que devem beirar - ou superar - o limite de decibéis do horário não é lá muito agradável aos vizinhos. Ainda mais quando, antes de 10h, a barulheira é suspensa. Que tal começar um pouquinho mais tarde? Ou mudar a "marcenaria ao ar livre" de lugar?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A mais longa das noites - e das incompetências da Gafisa

Escrevo neste momento sem ter pregado o olho graças à obra do Smart Perdizes da Gafisa, por isso, espero que me perdoem por eventuais erros no texto. Desde 0h55 até agora (6h10), uma carreta descarrega materiais na obra, alternando barulhos de madeira, metálicos e momentos de silêncio, o que dá ares mais sádicos à coisa, já que, quando mente e corpo pensam que o sossego chegou, são acordados por outro baque.

Não tenho palavras para descrever a atitude da Gafisa. Amadorismo, descontrole, incompetência, sacanagem, mau-caratismo, todas parecem insuficientes. O que mais se aproxima de explicação para o fato é o velho bordão de Justo Veríssimo- "Quero que o povo se exploda!" Se o povo são os vizinhos do Smart Perdizes, posso dizer com certeza que eu "me explodi".

Por alguns dias, pensei que a empresa tinha chegado a uma harmonia entre o rodízio de caminhões e o sossego dos vizinhos. Ledo engano, e não foi o primeiro. Por falta de controle, competência ou vontade mesmo, a Gafisa não consegue impedir que cargas e descargas ocorram em horários danosos à lei do silêncio. Tinha parado de acionar a PM em casos de abuso porque cheguei a pensar que era possível resolver a questão com a empresa em torno de um senso comum. Vi hoje, nas horas insones, que é impossível. A partir de agora, passou de 0h30, "Polícia Militar, boa noite!" Ainda mais se for uma carreta.

PS: Mais tarde, posto os vídeos. Antes, uma surpresinha artística.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Efeito Rolando Lero/Uma no Cravo, uma na Ferradura)



Posso estar sendo traído pela memória, mas lembram daquele personagem da Escolinha do Professor Raimundo que acertava quase toda a pergunta e, no final, se enrolava e errava? Acho que era o Rolando Lero. De todo modo, sendo ou não, a obra do Smart Perdizes da Gafisa padece desse problema. De quarta para quinta-feira, foi uma maravilha: entregas chegando cedo e barulho acabando 0h15. Da minha parte, acho que 0h30 é um bom limite de bom-senso entre o sossego dos vizinhos e a lei do rodízio dos caminhões, que vai até 22h. Logo, se o caminhão chega até 22h30, tem 2h para descarregar com calma, sem barulho, e sair tranquilamente. Claro que isso funciona se a empreiteira organiza suas entregas, ao invés de tentar socar o máximo de cargas num mesmo dia. Por isso, a previsão era de outro dia tranquilo, certo?

ERRADO. Gafisa encerrou barulho às 2h35 no Smart Perdizes, com caminhão chegando às 2h10. Amigo caminhoneiro, ouvi sua chegada pela correia frouxa do motor. Melhor arrumar isso antes que ela te deixe na mão. Antes dessa entrega, o mais surreal: Gafisa deixou materiais na obra até 1h10. Ora, por que não chutar o balde e fazer logo tudo de uma vez, ao invés de esperar uma hora até a entrega seguinte?

Simples: desorganização e, possivelmente, incompetência.
Vejam a primeira violação à lei do silêncio abaixo.





Pois é, um caminhão saiu pontualmente da obra à 0h30, o que dava uma sensação animadora. Porém, logo outro chegou, começou a descarregar madeiras com certo - e quase tolerável - barulho, mas com gritos dos operários. E saiu 1h10, depois de deixar o veículo ligado alguns minutos sem necessidade, irritando com fumaça e barulho. Voilá, eis o efeito Rolando Lero. Não dá mesmo para elogiar a Gafisa por um dia bom, já tinha percebido em outras ocasiões. Desta vez, esperei mais um dia e constatei a triste regra.

terça-feira, 13 de março de 2012

Barulho no meio da rua e na obra até 3h10. Que feio, Gafisa!





Pô, Gafisa, depois de acordar vizinhos às 5h10 de um sábado, agora está achando que qualquer "barulhinho" até 3h10 de uma quarta-feira (14/3/2012) vai atingir o mesmo nível? Pois foi o que aconteceu agora há pouco.

O que a Gafisa e sua obra do Smart Perdizes não parecem entender, apesar de já ter sido explicado por aqui, é que não adianta tentar fazer silêncio apenas na entrega dentro do canteiro. O que ocorreu há pouco é simbólico.  Caminhão dentro da obra descarregava até 2h10 relativamente sem ruídos, quando chegou outro, que parou na rua, soltou ar pressurizado e deixou o motor ligado - sempre o maldito motor -, incomodando os vizinhos.

Ao ver a cena, o caminhão dentro da obra tentou acelerar o processo, saindo com as laterais ainda abertas e os palets fora de lugar. A emenda, porém, ficou muito pior que o soneto. Com o veículo parado no meio da Rua Paris, junto ao caçambão da obra, não se podia passar na via - ainda bem que não veio nenhum carro. E o que fazem os operários? Falam alto, discutem e começam a arremessar os palets dentro do caminhão como se estivessem no quintal de casa, em um domingão. Será que eles realmente não têm noção de que estão a poucos metros de casas e apartamentos? Ou apenas estão se lixando para os vizinhos? De um jeito ou de outro, Gafisa demonstra não ter controle sobre problemas dos terceirizados, já que essa questão do bom-senso na hora das descargas vem sendo martelada no blog há um tempinho - uns seis meses. Ou será que ela se lixa para os vizinhos também?

Para piorar, caminhão que entrou na obra repetiu seguidas vezes ato de soltar ar pressurizado, quase soando como provocação, na entrada e na saída, que ocorreu apenas às 3h10, a cerca de 3h30 do reinício do barulho na obra. Sim, porque vocês acham que a Gafisa começa mais tarde o incômodo só porque fez barulho até 3da matina? Nem pensar. Sobre o meio do processo, a descarga de materiais, à exceção de alguns gritos e barulhos de madeira, até não foi problemática. Mas o barulho tem ocorrido cada vez mais na entrada e saída de veículos, o que requer orientação na Gafisa em seu Smart Perdizes. Se a máxima "é a economia, estúpido" fosse adaptada ao caso, seria algo como "é a entrada e saída de veículos, estúpido!" Lastimável, de novo.

PS: Daqui a pouco posto os vídeos. Vou tentar dormir antes da sessão de arremesso de ferros. Boa noite, se é que isso é possível!

terça-feira, 6 de março de 2012

Festa da uva e heavy metal no Smart Perdizes

O primeiro dia da nova regra de restrições aos caminhões na capital, imposta pelo prefeito Gilberto Kassab - que certamente não tem obra ao lado de sua casa, atrás do Shopping Iguatemi - não poderia ter sido mais caótico no Smart Perdizes da Gafisa. Posso ter errado a conta, mas foram pelo menos seis caminhões passando pelo local entre a noite de ontem e a madrugada de hoje (6/3/2012). Os piores, de longe, foram os de vergalhões de aço. Vejam:



Segundo informações obtidas pelo blog na obra, a "conta" dessa barulheira na madrugada (acabou 0h45 a parte dos ferros) deve ser dividida entre Gafisa e Gerdau. Esta última teria sido solicitada a entregar os ferros há dois sábados e não o fez. Ontem, teria prometido, "sem falta", a chegada do material pouco depois de 22h. Não cumpriu a promessa. Um dos caminhões chegou bem depois de 23h30. Para tentar cumprir uma meta de horário, os operários começaram a jogar de qualquer jeito os vergalhões, causando o barulho visto no vídeo lá de cima. Um deles, às 0h45, ainda teve a pachorra de dizer "cumprimos o horário direitinho". Que horário, elemento? Horário de tirar o sono dos vizinhos? Nota negativa fica - além da Gafisa, claro - com a Gerdau: empresa cujo fundador quer dar aula de gerenciamento ao governo federal não pode nem deve mostrar tanta incompetência e pouco caso com as pessoas como ontem. A festa, porém, ainda  não tinha acabado:



Até  me dispus a ser um pouco mais paciente com a obra do Smart Perdizes em função do aumento do horário da restrição dos caminhões desde ontem, mas na prática o resultado mostrou que não adianta. Se a empresa e suas contratadas não usam o bom-senso para também reduzir seu horário de barulho, não sou eu que vou ter calma com abusos como o de ontem. 

sábado, 3 de março de 2012

Sinfonia da incompetência no Smart Perdizes, parte 1: música eletrônica


"Dá-ré-e-faz-som-má-xi-mo"! Creio que essa pequena piada pessoal, rearranjando as notas musicais, foi um dos poucos momentos em que não estava irritado com os abusos sequenciais da obra do Smart Perdizes da Gafisa nas últimas horas. Esta é a primeira parte de uma sucessão de erros e descaso da empresa com os vizinhos de sua ruidosa obra.

Pois bem, nos primeiros minutos de sábado, por volta de 0h25, estava um caminhão cheio de carga, coberta por uma lona, parado bem diante da entrada de materiais do Smart Perdizes. "Por que não havia entrado ainda?", pensei. O que aconteceu para tanta demora é um mistério, com direito a grito do motorista e barulho de ferro. O fato é que o portão só foi aberto às 0h55. E o que fez o motorista? Entrou de frente, porque o barulho dos freios sem pastilha é menos pior do que o do alarme de ré? Não. Entrou de ré, ligando o alarme e fazendo um barulho danado. Pior: ainda errou a manobra uma vez e a refez. Desnecessário dizer que os cachorros da vizinhança começaram a latir muito. Detalhe: o alarme era daqueles contra roubo de automóvel, com quatro fases. Uma mais irritante que a outra.

"Bom, ele deve ter entrado de ré para fazer menos barulho quando saír", imaginei, ponderando, porém, que ele poderia ter desligado o alarme para manobrar. Outro engano. Esperei bem 2h, e nada. Possivelmente o caminhão sequer chegou a ser descarregado, a não ser que a Gafisa tivesse contratado ninjas altamente treinados, hipótese fantasiosa. Se realmente não houve descarga na madrugada - veja, não estou reclamando de não ter ocorrido barulho, foi bom, mas o ponto aqui é a hora de chegada do veículo -, qual a razão de o caminhão precisar entrar quase 1h? O rodízio de caminhões vai até 22h, ou seja, a entrada ocorreu quase três horas depois do limite De um jeito ou de outro, o que fica é irritação pelo barulho violando a lei do silêncio. Mas o pior ainda estava por vir...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O peso de 15 minutos (ou "Carta ao Pavarotti no Telhado")

Da quarta-feira de Cinzas para cá, a obra do Smart Perdizes da Gafisa adotou novo e incômodo procedimento: passou a iniciar sua barulheira matinal às 6h45, em vez de esperar pelas 7h como vinha fazendo. As exceções, creio, foram sábado e segunda-feira - neste último caso, começaram por volta de 7h45,o que pode ter sido mera confusão com o primeiro dia útil do horário de verão. Ou não. O fato é que acordar com ruídos e ver no relógio que eles começaram ainda mais cedo é irritante. Primeiro, porque são alguns minutos a menos de sono. Segundo, porque não raro a Gafisa estende suas descargas de material até depois de 1h, dando pouco mais de 5h30 para descanso. Em terceiro lugar, porque vem a dúvida: mas esses quinze minutos são tão essenciais assim ou é apenas falta de consideração com os vizinhos mesmo?

Vejam: se a obra esperasse até 7h para começar, este post, por exemplo, não seria necessário. Poderia alegar a empresa que os operários tentam não fazer barulho. De fato os ruídos mais pesados começam após 7h, mas se reduzem novamente após 9h. Observando o movimento pré-7h bem de perto, vejo que um pouco mais de organização minimizaria o problema. Seria realmente necessário um operário "espancar" uma barra de ferro bem ao lado das janelas dos vizinhos, no ponto mais próximo entre construções, nesse horário? Não seria possível esperar, por exemplo, até 8h e realizar serviços igualmente necessários em locais mais para o meio da obra? Tudo uma questão de bom-senso...

O mesmo bom-senso, por exemplo, que falta ao trabalhador que canta/berra músicas antes ou um minuto após as 7h. Nada contra a lógica do "quem canta seus males espanta"; de fato, a música pode ser um atenuante para quem está diretamente na origem do barulho, provocando-o e ouvindo-o. Mas um pouco de consideração com os vizinhos, cantando um pouco mais tarde, seria bom. Afinal, nunca se sabe quando o "Pavarotti" em questão pode ir a um programa de calouros musicais e depender de votação telefônica... Sim, nós vamos nos lembrar de sua voz (risos).

sábado, 16 de julho de 2011

Barulho na obra na madrugada de domingo (17/7/2011)

Chegando do trabalho agora há pouco, dei de cara com um caminhão de materiais descarregando no canteiro de obras do Smart Perdizes, da Gafisa, em plena madrugada - 0h55 de domingo, para ser mais preciso. E isso porque no sábado a obra começou cedinho. Chamei a Polícia Militar, mas, provavelmente devido ao número de ocorrências do final de semana, houve alguma demora até conseguir completar o registro. Quando a viatura passou, o caminhão já havia ido embora. Mas a irritação ficou. Confira: