quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Após carnaval, Gafisa "encurta" sono dos vizinhos

Escrevo às 7h38 de quinta-feira, 23/2/2012, mas o barulho na obra do Smart Perdizes da Gafisa começou já há uma hora, aproximadamente, com marteladas e arremessos de materiais - menos frenéticos do que após as 7h, fato, mas suficientes para acordar os vizinhos. E isso depois de a empresa e suas terceirizadas terem feito barulho até 1h05 com remoção de caçambas - lembrando que rodízio de caminhões vai até 22h, o que daria três horas de lambuja entre o limite e o barulho em si; ou seja, a coleta poderia ter sido feita bem antes. Ontem (22/2/2012), barulho matinal começou por volta de 7h30, com arremessos de madeira a uma altura aproximada de 10 metros, em vez de o transporte ser feito pelo elevador de carga ou guindaste. Hoje, por sua vez, é dia de caminhões de concreto: já houve casos em que a escala de concretagem foi tão lotada em um dia (mal-organizada) que serviu de justificativa para entrega de materiais - e barulho - na madrugada. Vamos ver hoje...

Abaixo, os vídeos do barulho na madrugada (curtinho, já que, sendo utilizada desde cedo, a bateria da câmera acabou antes dos ruídos do Smart Perdizes) e do arremesso de madeira pela janela, horas antes.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Espancamento de ferros às 7h05

Pois é, nobres leitores do blog, dose dupla de denúncias hoje (14/2/2012). Depois do mistério da luz de ontem - de de alguns gritos na madrugada -, hoje o dia começou com sessão de espancamento de ferros no Smart Perdizes da Gafisa. Não sou ruidólogo, mas me pareceu bem claro que estavam arremessando os ferros com mais força do que o normal hoje - alguma frustração pessoal?

O mais surreal disso tudo é que o barulho mais forte concentrou-se de 7h05 às 8h. Agora, enquanto escrevo às 8h25, reduziu-se. Ou seja, para que fazer barulho às 8h30 e dar aos vizinhos um pouco mais de sossego se a obra pode arremessar ferros mais cedo e deixar todos irritados? Forte sinal de mau planejamento (para não dizer algo pior)? Depois não entendem quando a PM é chamada de madrugada durante descargas barulhentas de material. Se dependesse da Gafisa, parece que horário de silêncio seria beeeeeem curto.

De todo modo, a Gafisa talvez não saiba, mas há limites para barulho mesmo durante o dia - vão variando com a hora. Já parece cabível chamar o Psiu para uma medição. As multas, pelo que vi, são salgadas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Barulho e "mágica" na madrugada do Smart Perdizes da Gafisa



Parecia mais uma das sessões de incômodo "regulares" que a obra do Smart Perdizes da Gafisa impõe ao sono dos vizinhos. A carga e descarga de materiais até não era das mais barulhentas.Pareciam sacos de areia ou cimento sendo jogados na caçamba do caminhão na rua. O que realmente foi barulhento foi o diálogo entre os funcionários que faziam a movimentação de materiais, quase aos gritos em alguns momentos. Sei da dificuldade de trabalhar à noite quando se preferia estar em casa, mas em algumas situações as pessoas que trabalham na obra precisam ter consciência de que outros também estão sendo incomodados com o barulho, e que ali não é lugar de gritar. Mas enfim, não tem sido a praxe das pessoas que descarregam materiais, que, em geral, ou trabalham sem falar ou falam baixo - mas movem coisas muito barulhentas.

Fiquei espiando o movimento e estranhei o fato de a rua, no ponto diante da obra, estar um breu, às escuras mesmo. Achei que a luz do poste tinha queimado. E, imbecil, não filmei o momento. No final do serviço, quando voltei à campana, vi o quanto tinha vacilado. Misteriosamente, a luz havia voltado ao poste. Como não quero crer que a luz pública seja acesa e apagada pela conveniência de alguém - não me parece racional -, devo supor que pode ter sido mágica.

E lembrei na hora do primeiro filme da série Harry Potter, em que, nas primeiras cenas, o mágico Dumbledore aparece na Rua dos Alfeneiros, com os postes acesos. De pronto, ele saca um isqueiro que, quando aberto, captura as luzes dos postes e deixa tudo no escuro. Será que o bom mago resolveu trabalhar por aqui? Ou será só a imaginação deste que escreve. A partir de agora, "trouxa" que sou, vou prestar mais atenção a eventuais "mágicas" de luz.

Em tempo: depois de um par de dias, a Eletropaulo veio mexer no poste a pedido de um vizinho, que reclamou pelo fato de a energia elétrica ter caído na casa dele. Apesar de os técnicos dizerem que o cabo havia sido movido e que isso deveria ter sido causado pelo vento, o vizinho em questão disse que um caçambeiro havia batido no poste um dia antes. Continua o mistério.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

E a lei do silêncio entrou pelo cano


Pois é, insones leitores do blog. Mais uma vez a Gafisa resolveu mandar às calendas a lei do silêncio e o sono dos vizinhos na madrugada de hoje, 9/2/2012. Passado o horário de "tolerância", meia noite - afinal, há uma lei dos caminhões e o bom-senso indica que, até o final da noite e antes do início da madrugada, é possível fazer POUCO barulho com entregas. Friso o pouco. Mas não foi o que aconteceu; além de ter passado bem da meia-noite, a entrega estava bem ruidosa, com canos de plástico nitidamente sendo carregados sem cuidado (batiam as pontas do chão) e arremessados com força sobre a pilha de materiais. E isso porque eram canos de plástico. 

A PM foi acionada e atendeu de pronto ao chamado. Estabeleceu que os trabalhadores deveriam parar com o barulho e acabar o serviço logo. É aí que o iceberg começa a mostrar-se além da ponta. É claro que, tirando os arremessos ruidosos, não era culpa dos trabalhadores estar ali depois de 1h. Soube-se que foram agendados ao menos dois caminhões antes da entrega dos tubos. Tradução: a bomba vai para o colo da Gafisa, que, em tese, é responsável (???) por organizar essas entregas, não? Isto posto, fica a dúvida: a Gafisa marca ao menos três entregas na obra do Smart Perdizes na mesma noite, mesmo sabendo da lei dos caminhões e que há vizinhos em volta, por incompetência ou simples descaso com o sono alheio? Haveria uma terceira resposta? Porque qualquer uma das duas primeiras é de tirar a paciência de praticantes de meditação.  

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

De volta ao péssimo exemplo - barulho da Gafisa na madrugada de 28/1

Basta falar um pouco bem dos envolvidos na obra do Smart Perdizes - e certamente não me refiro à Gafisa, mas à empresa do caçambão que citei abaixo - para a coisa desandar. Saiu do canteiro de obras do Smart Perdizes às 2h, ou seja, há dez minutos, um caminhão de onde, na hora anterior, foram arremessados ruidosamente pedaços de madeira. Mais uma vez a Gafisa estica a corda para testar a paciência dos vizinhos. E hoje com um requinte de crueldade. No começo do dia (27/1), os operários começaram a gritar nos andares da obra às 6h30. E começaram a usar maquinário ruidoso e pesado às 7h15. Se seguirem essa mesma toada na manhã de hoje (28), deixam menos de 4h30 para os vizinhos dormirem sossegados. Resultado: vizinhos irritados que chamam a PM para coibir a violação à lei do silêncio. Depender do bom senso da Gafisa para isso parece cada vez mais improvável. Veja os vídeos:


Um bom exemplo - mas não veio da Gafisa

Já se passaram alguns dias, mas ainda vale. Lembram do caçambão que teimava em ser trazido e levado da Rua Paris sempre entre 3h30 e 4h? Pois é, na última semana o problema foi resolvido com apenas um telefonema, ao número que se encontrava na lataria do contêiner. A pessoa que atendeu se prontificou a fazer a recolha do caçambão o mais cedo possível. E, de fato, no dia da recolha, por volta de 0h, o serviço já havia sido feito. Melhor: o caçambão não foi reposto. Muito bom saber que ainda se pode resolver problemas assim com conversas civilizadas. Agora, será que realmente era necessário um vizinho ligar? Será que o responsável pela obra não deveria ter feito este alerta? Será que alguém na Gafisa se importa com os vizinhos do Smart Perdizes a ponto de fazer uma ligação e um pedido educado, tal qual foi feito? Pelo desfecho, parece que não.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Só um adendo...

Nos últimos dias, fiz repetidos comentários sobre a necessidade de uma portaria de obras do Smart Perdizes na entrada da Rua Paris, não apenas na Rua Cayowáa. Isso não significa, como suponho que possa ocorrer (e até esteja ocorrendo) culpar o responsável pela portaria da Cayowáa pela demora. Não dá para cruzar a bola e cabecear ao mesmo tempo. É preciso dar condições para uma pessoa poder ficar na portaria da Rua Paris esperando pelos caminhões, não ter de ouvi-los se manifestar ruidosamente a mais de 100 metros de distância e vir correndo. Reforço isso para lembrar que o problema dos vizinhos não é com os funcionários, que certamente não escolheram estar lá à noite e de madrugada, mas sim com a empresa, que, por questões de economia ou de insensibilidade aos vizinhos, não resolve o problema da forma correta, que é colocando mais uma pessoa na portaria de baixo.