terça-feira, 6 de março de 2012

Festa da uva e heavy metal no Smart Perdizes

O primeiro dia da nova regra de restrições aos caminhões na capital, imposta pelo prefeito Gilberto Kassab - que certamente não tem obra ao lado de sua casa, atrás do Shopping Iguatemi - não poderia ter sido mais caótico no Smart Perdizes da Gafisa. Posso ter errado a conta, mas foram pelo menos seis caminhões passando pelo local entre a noite de ontem e a madrugada de hoje (6/3/2012). Os piores, de longe, foram os de vergalhões de aço. Vejam:



Segundo informações obtidas pelo blog na obra, a "conta" dessa barulheira na madrugada (acabou 0h45 a parte dos ferros) deve ser dividida entre Gafisa e Gerdau. Esta última teria sido solicitada a entregar os ferros há dois sábados e não o fez. Ontem, teria prometido, "sem falta", a chegada do material pouco depois de 22h. Não cumpriu a promessa. Um dos caminhões chegou bem depois de 23h30. Para tentar cumprir uma meta de horário, os operários começaram a jogar de qualquer jeito os vergalhões, causando o barulho visto no vídeo lá de cima. Um deles, às 0h45, ainda teve a pachorra de dizer "cumprimos o horário direitinho". Que horário, elemento? Horário de tirar o sono dos vizinhos? Nota negativa fica - além da Gafisa, claro - com a Gerdau: empresa cujo fundador quer dar aula de gerenciamento ao governo federal não pode nem deve mostrar tanta incompetência e pouco caso com as pessoas como ontem. A festa, porém, ainda  não tinha acabado:



Até  me dispus a ser um pouco mais paciente com a obra do Smart Perdizes em função do aumento do horário da restrição dos caminhões desde ontem, mas na prática o resultado mostrou que não adianta. Se a empresa e suas contratadas não usam o bom-senso para também reduzir seu horário de barulho, não sou eu que vou ter calma com abusos como o de ontem. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Campeonato de arremesso de ferros às 7h45 de domingo


Salvo em uma ocasião - a absurda trapalhada que levou um caminhão que chegou antes de 13h a querer jogar ferros após 23h e foi coibida pela polícia -, o Smart Perdizes da Gafisa não fazia barulhos aos domingos. Para quem é acordado antes de 7h de segunda a sábado e tem de brigar por silêncio em muitas das noites e madrugadas da semana, é um alívio ter um diazinho para dormir sem sobressaltos.

Não foi o que aconteceu no último domingo. Fui despertado por barulhos altos de ferro vindos da obra. Ao olhar pela janela, vi a cena surreal. O caminhão parado, motor ligado, e os operários, um a um, arremessando pedaços de ferro na boleia a uma boa distância, provocando bastante barulho. Após algum tempo, eles foram chamados pelo rádio. Aí a situação ficou ainda mais surreal: só depois disso um dos trabalhadores subiu na boleia e os outros dois passaram a colocar, e não mais arremessar, os pedaços de ferro para que o terceiro arrumasse. E o ruído se reduziu. Algum tempo depois, o caminhão foi embora. Ora, por que exatamente não fizeram isso antes? Dá mais trabalho e leva mais tempo? Pode ser, mas poupa o sono dos vizinhos e uma série de reclamações.

Vendo o episódio, tive mais certeza de que o principal problema da Gafisa não é o rodízio de caminhões, e sim a falta de bom-senso. Eis algumas coisas que poderiam atenuar o problema com os vizinhos:

1) Aproveitar mais os sábados para entregas - afinal, nesse dia o rodízio acaba às 14h, não às 22h;
2) Quando forem feitas entregas à noite, aumentar o número de operários, não para arremessarem tudo mais rápido, mas para poderem carregar ou descarregar silenciosamente e, quem sabe, com a mesma velocidade. Não é impossível;
3) Orientar os funcionários a não gritarem nem assoviarem, ouvirem música ou chutarem ferros à noite. Conversas podem ser mantidas a curta distância, não a 30 metros;
4) É realmente necessário ligar o caminhão e assim deixá-lo 15, 20 minutos antes de ir embora? Além de fazer barulho desnecessário, ainda enche o ar de fumaça;
5) Ainda no quesito caminhão, seria legal que, tomando o cuidado de não ter NINGUÉM atrás do veículo, reduzir o volume ou desligar o alarme de ré nas noites de descarga;
6) Ainda no quesito caminhão (de novo), seria ainda mais legal estar com as pastilhas de freio deles em dia. Barulho de disco sendo riscado na freada é bem alto;
7) Trocas de caçambas e, principalmente, de caçambões, são dos serviços mais barulhentos da obra. Devem ser feitas o mais cedo possível e nunca após 3h, 4h como já ocorreu mais de uma vez;
8) O mesmo vale para cargas/descargas de ferro;
9) Quando se fala em a obra começar pela manhã às 7h, não quer dizer deixar os operários subirem e começarem a mexer em ferros e martelos, a gritar, ouvir música etc às 6h30 e só começarem o barulho pesado às 7h. Quer dizer pedir aos operários que subam às 7h e só então comecem a fazer barulho. É desses 15 minutos ou mais que falei em post anterior. Não é o que tem ocorrido. Pode não parecer, mas até o elevador de passageiros incomoda bastante;
10) Nunca, em nenhuma ocasião, fazer barulho aos domingos.

domingo, 4 de março de 2012

Sinfonia da incompetência no Smart Perdizes, parte 2: metais pesados

O pior realmente estava por vir. Por volta de 4h15 de sábado (3/3/2012) - sim, vocês não estão delirando, está escrito 4h15 mesmo -, apareceu no Smart Perdizes da Gafisa um caminhão de caçambas. Fez um barulho enorme com freios gastos, guincho, correntes batendo, caçambas batendo umas nas outras. E o operador ainda colocou as caçambas novas muito perto de um carro; depois, teve de ajeitá-las com empurrões. Um show de metais que ninguém queria ver - se bobear, até pagava ingresso... para não ocorrer.



Mesmo numa obra pouco atenta com o silêncio da vizinhança como o Smart Perdizes, barulho às 4h15 não era regra - lembro-me, perto desse horário, do malfadado caçambão, sobre o qual ainda não falarei nesse post. Chegar tão perto do reinício do trabalho matinal - geralmente por volta de 6h50, hoje foi 6h58 - ultrapassa a fronteira da desorganização. É total falta de sensibilidade com as pessoas. É achar que sempre se dá um "jeitinho", algo como "ah, vamos lá a qualquer hora, tem esse maldito rodízio até as 22h, mas estamos trabalhando e não pega nada mesmo".

Como se tratava de um show de metais com toques surrealistas, quando foi pegar as caçambas que já estavam no local, o motorista viu que uma delas estava vazia. E a deixou lá, partindo 4h35. Ou seja, se as duas que já estavam na obra não estavam completamente preenchidas, qual a urgente necessidade de deixar mais duas? A bizarrice não parou por aí: por volta de 8h30, chegou um outro caminhão, desta vez com o tal caçambão. Ora, se o caçambão chegou num horário razoável, por que cargas d'água as caçambas tinham de chegar depois de 4 da matina? E por que trocar caçambas se elas nem estavam totalmente preenchidas? Irracionalidade e pouco caso são as primeiras palavras que vêm a mente, mas faço força para crer que exista outra explicação. Por volta de 13h30, uma das caçambas colocadas na madrugada estava sendo "tããããão"utilizada que foi posta de ponta-cabeça, como vocês podem ver na foto abaixo.



Mais tarde, ela foi virada para sua posição normal. Mas as duas não foram utilizadas no sábado, estão vazias. Logo, para quê mesmo entregá-las às 4h15? No sábado, restrição de caminhões vai até 14h. Será que não poderiam ter feito a entrega à tarde? Mais uma vez, desrespeito com os vizinhos.

Mas o pior ainda estava por vir...

sábado, 3 de março de 2012

Sinfonia da incompetência no Smart Perdizes, parte 1: música eletrônica


"Dá-ré-e-faz-som-má-xi-mo"! Creio que essa pequena piada pessoal, rearranjando as notas musicais, foi um dos poucos momentos em que não estava irritado com os abusos sequenciais da obra do Smart Perdizes da Gafisa nas últimas horas. Esta é a primeira parte de uma sucessão de erros e descaso da empresa com os vizinhos de sua ruidosa obra.

Pois bem, nos primeiros minutos de sábado, por volta de 0h25, estava um caminhão cheio de carga, coberta por uma lona, parado bem diante da entrada de materiais do Smart Perdizes. "Por que não havia entrado ainda?", pensei. O que aconteceu para tanta demora é um mistério, com direito a grito do motorista e barulho de ferro. O fato é que o portão só foi aberto às 0h55. E o que fez o motorista? Entrou de frente, porque o barulho dos freios sem pastilha é menos pior do que o do alarme de ré? Não. Entrou de ré, ligando o alarme e fazendo um barulho danado. Pior: ainda errou a manobra uma vez e a refez. Desnecessário dizer que os cachorros da vizinhança começaram a latir muito. Detalhe: o alarme era daqueles contra roubo de automóvel, com quatro fases. Uma mais irritante que a outra.

"Bom, ele deve ter entrado de ré para fazer menos barulho quando saír", imaginei, ponderando, porém, que ele poderia ter desligado o alarme para manobrar. Outro engano. Esperei bem 2h, e nada. Possivelmente o caminhão sequer chegou a ser descarregado, a não ser que a Gafisa tivesse contratado ninjas altamente treinados, hipótese fantasiosa. Se realmente não houve descarga na madrugada - veja, não estou reclamando de não ter ocorrido barulho, foi bom, mas o ponto aqui é a hora de chegada do veículo -, qual a razão de o caminhão precisar entrar quase 1h? O rodízio de caminhões vai até 22h, ou seja, a entrada ocorreu quase três horas depois do limite De um jeito ou de outro, o que fica é irritação pelo barulho violando a lei do silêncio. Mas o pior ainda estava por vir...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Elogiar dá um azar danado (ou a volta do barulho 'no limite')

Pois é, nobres leitores do blog, durou menos de 14 horas o elogio à obra do Smart Perdizes da Gafisa. Ao chegar em casa ontem, vi que um dos caminhões de descarga de materiais só deixou o canteiro de obras às 0h15, alguns minutos depois do "horário do bom-senso". Logo, aquele "ponto positivo" pela chegada do caminhão para troca de caçambas foi anulado.

Hoje (1/3) cedo, literalmente às 7h01, começaram as marteladas no ponto da obra mais próximo dos vizinhos. Alguns minutos antes já era possível ouvir conversas dos trabalhadores, mas realmente elas causam muito menos incômodo - quando eles mantêm a voz no limite razoável, o que não é regra mais foi o caso - do que o espancamento de madeiras e ferros. Legal terem esperado dar 7h para começar o barulho, mas insisto: será que não tem como organizar as interferências mais próximas aos vizinhos - e, por tabela, mais barulhentas - um pouco mais adiante no dia? Com isso, o ponto negativo por terem mudado no dia de ontem o horário de início da barulheira de 6h45 para 7h também perde eficácia.

Voltamos à estaca zero.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Alguém presta atenção? (ou 2 Pontos Positivos para a Gafisa)

Após tantos problemas já relatados por este blog, devo dizer que hoje o dia parece começar com mais otimismo. Nossas reclamações sobre a antecipação do barulho da obra do Smart Perdizes da Gafisa desde a quarta-feira de Cinzas parecem ter sido ouvidas (assim espero). Hoje, a obra retomou o marco de 7h como início dos ruídos (ao menos foi essa nossa impressão).

Além disso, há pouco (cerca de 10h30) um caminhão chegou para trocar as caçambas, o que vinha ocorrendo após 23h - houve momentos em que chegou a ocorrer às 3h, no caso de um caçambão que não tem mais dado as caras por aqui. Salvo engano, a legislação do rodízio de caminhões - que sofre modificações a partir de hoje - tem um espaço durante a tarde no qual é permitido circular. Mas caminhoneiros reclamam que é um tempo curto e pouco lucrativo, por isso preferem a noite. Claro que essa opção noturna gera barulho em horários indevidos. Por isso, a troca diurna que ocorre hoje merece ser elogiada por ir contra essa lógica.

Se esse blog tem cansado de relatar problemas de barulho fora de hora no Smart Perdizes, também tem por obrigação elogiar melhorias na relação da obra com os vizinhos. Assim, esforços "do lado de lá" são reconhecidos. E críticas futuras ficam mais justas.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O peso de 15 minutos (ou "Carta ao Pavarotti no Telhado")

Da quarta-feira de Cinzas para cá, a obra do Smart Perdizes da Gafisa adotou novo e incômodo procedimento: passou a iniciar sua barulheira matinal às 6h45, em vez de esperar pelas 7h como vinha fazendo. As exceções, creio, foram sábado e segunda-feira - neste último caso, começaram por volta de 7h45,o que pode ter sido mera confusão com o primeiro dia útil do horário de verão. Ou não. O fato é que acordar com ruídos e ver no relógio que eles começaram ainda mais cedo é irritante. Primeiro, porque são alguns minutos a menos de sono. Segundo, porque não raro a Gafisa estende suas descargas de material até depois de 1h, dando pouco mais de 5h30 para descanso. Em terceiro lugar, porque vem a dúvida: mas esses quinze minutos são tão essenciais assim ou é apenas falta de consideração com os vizinhos mesmo?

Vejam: se a obra esperasse até 7h para começar, este post, por exemplo, não seria necessário. Poderia alegar a empresa que os operários tentam não fazer barulho. De fato os ruídos mais pesados começam após 7h, mas se reduzem novamente após 9h. Observando o movimento pré-7h bem de perto, vejo que um pouco mais de organização minimizaria o problema. Seria realmente necessário um operário "espancar" uma barra de ferro bem ao lado das janelas dos vizinhos, no ponto mais próximo entre construções, nesse horário? Não seria possível esperar, por exemplo, até 8h e realizar serviços igualmente necessários em locais mais para o meio da obra? Tudo uma questão de bom-senso...

O mesmo bom-senso, por exemplo, que falta ao trabalhador que canta/berra músicas antes ou um minuto após as 7h. Nada contra a lógica do "quem canta seus males espanta"; de fato, a música pode ser um atenuante para quem está diretamente na origem do barulho, provocando-o e ouvindo-o. Mas um pouco de consideração com os vizinhos, cantando um pouco mais tarde, seria bom. Afinal, nunca se sabe quando o "Pavarotti" em questão pode ir a um programa de calouros musicais e depender de votação telefônica... Sim, nós vamos nos lembrar de sua voz (risos).