Pois é, leitores do blog. Além de ter cessado os barulhos de arremesso de objetos (possivelmente palets) na obra do Smart Perdizes apenas às 4h30 de 29/5/2012, a Gafisa ainda "brindou" os vizinhos com uma surpresa toda especial a partir de 7h30 do mesmo dia, ou seja, três horas depois. Operários, mais ou menos na altura do sexto andar, começaram a martelar tábuas. Nem preciso dizer o quão difícil é ignorar um barulho com vibrações como a marretada numa placa de madeira, não é? Além disso, ainda moviam placas de metal, que seriam "içadas" para andares superiores, e gritavam para tentar se comunicar com quem estava lá em cima. Tudo isso a menos de 10 metros da orelha dos moradores do prédio vizinho. E foram nessa toada até quase 9h.
"Ah, mas foi pouco e já estavam no horário de trabalho", o defensor da empresa poderia dizer. Em resposta, eu apresentaria dois argumentos: o primeiro, e mais objetivo, é de que a descarga de materiais e consequente barulho acabou às 4h30. Ou seja, a empresa, se tivesse sensibilidade com os vizinhos, daria um "desconto" na barulheira do dia, deixando os piores trechos para mais tarde. E é aí que entra o segundo argumento: desde 10h, a obra está bem mais silenciosa; cessaram as marretadas, a movimentação de ferros e os gritos ao lado dos apartamentos.
Conclusão: alguém com um pouco de bom senso e "crachá" de comando na obra não poderia dizer: "Hum, podemos deixar essa marretação para, digamos, umas 10h. Afinal, está muito perto dos vizinhos. Vamos fazer agora cedinho coisas menos barulhentas na obra." Mas quem se importa com essas coisas de sono alheio, não é mesmo? A Gafisa, penso que não. Logo, não me importarei de continuar relatando, aqui, no Youtube e no Twitter, as violações à lei do silêncio cometidas pela empresa e casos corriqueiros de falta de bom-senso quando ocorrerem.
terça-feira, 29 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
O barulho mora nos detalhes (ou "É o palet, caramba!")
É verdade, o caminhão abarrotado de material que só entrou na obra depois de 23h30 poderia tê-lo feito antes; afinal, o rodízio de caminhões vai até 22h, e um cálculo mais ou menos básico de horário, além de uma espera no limite da área de multa, o faria chegar, penso, umas 22h30, 22h40. Mas a Gafisa mandou um caminhão que não estava com freio no osso - coisa rara -, que não tem um alarme de ré hediondamente alto e infame, um motorista que não buzina (ou não buzinou até o momento) e operários que não gritam e parecem tentar manter o silêncio.
Mas, se o diabo mora nos detalhes, o barulho é vizinho dele. De tempos em tempos, há na obra um estrondo seco, como de madeira batendo em madeira. Como suponho que a carga seja de blocos ou revestimentos, a aposta é que estão movendo sem cuidado os palets de madeira que estavam sob o material. Não é um palpite às cegas: já vi e filmei esses palets sendo arremessados de qualquer jeito no interior das caçambas dos caminhões - geralmente são empilhados perto da caçamba.
É o tipo de barulho tolo, dos mais fáceis de ser evitado - basta colocar o palet, e não arremessá-lo, num serviço que envolve mais do que um trabalhador. Logo, a empresa teria de destacar mais uma pessoa para tanto. Mas é justamente pela aparente simplicidade de corrigir o problema que ele é especialmente irritante. Desde o início da obra, a Gafisa e suas prestadoras de serviço já alternaram momentos de barulhos explícitos e descuidados na madrugada com tentativas - muitas dos prestadores de serviço, e depois de conversas civilizadas - de reduzir o incômodo à vizinhança. Não custa fazer um arremate do porte de "peguem leve com os palets" para evitar reclamações como esta, não é verdade?
OBS: O caminhão saiu por volta de 4h30 do local, deixando aos vizinhos pouco menos de 2h30 de sossego.
OBS: O caminhão saiu por volta de 4h30 do local, deixando aos vizinhos pouco menos de 2h30 de sossego.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
E olha quem quase voltou! O barulho de 2h50 às 3h55
Pois é, nobres leitores do blog, já faz mais de um mês que o Smart Perdizes da Gafisa tentou ser um bom menino - ainda estamos meio longe do Natal, não? -, apesar de alguns vícios que parecem insanáveis, como arremessar, ou defenestrar, compensados gigantes de madeira de quatro andares de altura às 7h15. Já expliquei que existe elevador de carga neste blog, mas acho que a ideia não foi bem captada. De todo modo, a empresa estava tentando fazer entregas até 0h30, o que, ao menos na opinião deste insone blogueiro, é algo razoável entre o rodízio de caminhões, que acaba 22h, e o sossego dos vizinhos. Mas...
Mas eis que hoje às 2h50 - ou 4h50 após o final do rodízio de caminhões -, chega um caminhão repleto de peças metálicas e vergalhões quase do comprimento do veículo. A julgar pela inscrição na lataria, julgo que pertence à Transportadora Translecchi, de Mogi das Cruzes (era o que estava escrito). Tudo parecia indicar mais uma noite com a chamada da Polícia Militar no canteiro de obras no meio da madrugada, mas algo ocorreu. O caminhão ficou ali parado, até 3h45, mais ou menos. O motorista saiu algumas vezes, tentou assoviar para chamar o porteiro da obra, falou ao celular, e nada. Depois de um tempo, pediu ao porteiro de um prédio vizinho o rádio. De longe, deu para escutar que a bateria do rádio do motorista tinha acabado, e o caminhão dele tinha sido bloqueado pela empresa de segurança. Teria sido pelo horário em que ele estava fora de casa ou uma falha no sistema? Difícil saber. O fato é que, logo depois da conversa pelo rádio, ele foi embora, alguns minutos antes de 4h. E, vale lembrar, a obra começa por volta de 7h15.
Ok, parabéns a quem decidiu que não era uma boa ideia jogar ferros às 4h. Mas isso não exime a Gafisa e a Translecchi de responsabilidades. A Gafisa não deu um horário máximo de chegada para descarga, ainda mais de ferros, que são dos itens mais barulhentos da obra? Se não deu, está errada e desconsiderou o sossego dos vizinhos. Se deu, a Translecchi ignorou e chegou "na hora que deu"? Tudo bem, a empresa fica em Mogi, mas é básico sair um pouco antes das 22h de lá (20h30, por exemplo) para chegar o mais perto possível do fim do rodízio na capital e acabar o mais cedo possível. Mais especificamente, será que a Gafisa - e, no caso, a Translecchi - se importam com o barulho que causariam às 4h? Com a palavra, as empresas.
Mas eis que hoje às 2h50 - ou 4h50 após o final do rodízio de caminhões -, chega um caminhão repleto de peças metálicas e vergalhões quase do comprimento do veículo. A julgar pela inscrição na lataria, julgo que pertence à Transportadora Translecchi, de Mogi das Cruzes (era o que estava escrito). Tudo parecia indicar mais uma noite com a chamada da Polícia Militar no canteiro de obras no meio da madrugada, mas algo ocorreu. O caminhão ficou ali parado, até 3h45, mais ou menos. O motorista saiu algumas vezes, tentou assoviar para chamar o porteiro da obra, falou ao celular, e nada. Depois de um tempo, pediu ao porteiro de um prédio vizinho o rádio. De longe, deu para escutar que a bateria do rádio do motorista tinha acabado, e o caminhão dele tinha sido bloqueado pela empresa de segurança. Teria sido pelo horário em que ele estava fora de casa ou uma falha no sistema? Difícil saber. O fato é que, logo depois da conversa pelo rádio, ele foi embora, alguns minutos antes de 4h. E, vale lembrar, a obra começa por volta de 7h15.
Ok, parabéns a quem decidiu que não era uma boa ideia jogar ferros às 4h. Mas isso não exime a Gafisa e a Translecchi de responsabilidades. A Gafisa não deu um horário máximo de chegada para descarga, ainda mais de ferros, que são dos itens mais barulhentos da obra? Se não deu, está errada e desconsiderou o sossego dos vizinhos. Se deu, a Translecchi ignorou e chegou "na hora que deu"? Tudo bem, a empresa fica em Mogi, mas é básico sair um pouco antes das 22h de lá (20h30, por exemplo) para chegar o mais perto possível do fim do rodízio na capital e acabar o mais cedo possível. Mais especificamente, será que a Gafisa - e, no caso, a Translecchi - se importam com o barulho que causariam às 4h? Com a palavra, as empresas.
Resposta ao comentário da Mariane
Boa ideia a do Facebook, Mariane. Além da obra em si, um dos maiores problemas nesse tipo de caso é achar quem mobilize e organize a insatisfação dos vizinhos com eventuais abusos à lei do silêncio. As redes sociais acabam fazendo esse papel. Por aqui (eu e vizinhos) já tentamos de tudo, empresa, Subprefeitura, vereadores, mas quem media e reduz os abusos mais severos é mesmo a Polícia Militar. Tentando manter o bom-senso - difícil quando se quer dormir - entre o limite do rodízio de caminhões e o sossego dos vizinhos e sendo objetivo nas críticas, resta pouco para as empresas reclamarem quando forem alvo de protestos, sejam eles virtuais ou não. Abs e boa sorte com a empreitada!
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Ferro na madrugada de novo, Gafisa?
Pareceu premonitório falar no post anterior sobre erros cometidos seguidamente pela obra do Smart Perdizes da Gafisa. Depois da defenestração de madeiras às 7h20, outro déjà-vu na madrugada: carga de ferros no caminhão. Isso já rendeu Polícia Militar na obra duas vezes, há alguns meses. O Smart Perdizes, fazendo jus ao nome, aprendeu? Necas. Hoje, de novo, arremessaram ferro na boleia até 1h45.
Para arrematar, ainda chega um outro caminhão à 1h50 e para na porta, na Rua Paris. Ficou uns 15, 20 minutos no local, dos quais uns 10 pelo menos com motor ligado, poluindo o ar e fazendo barulho no ouvido dos vizinhos. A carga? Um saco com peças metálicas menor do que o do Papai Noel. Que foi devidamente arremessado do alto da caçamba e arrastado. A Petrobras deve ficar bem feliz com as terceirizadas do Smart Perdizes. Nunca vi ninguém jogar fora combustível por nada como esses caras.
Para arrematar, ainda chega um outro caminhão à 1h50 e para na porta, na Rua Paris. Ficou uns 15, 20 minutos no local, dos quais uns 10 pelo menos com motor ligado, poluindo o ar e fazendo barulho no ouvido dos vizinhos. A carga? Um saco com peças metálicas menor do que o do Papai Noel. Que foi devidamente arremessado do alto da caçamba e arrastado. A Petrobras deve ficar bem feliz com as terceirizadas do Smart Perdizes. Nunca vi ninguém jogar fora combustível por nada como esses caras.
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Defenestrando o sossego alheio às 7h20 (ou A Lei da Gravidade é grátis)
É impressionante a capacidade da Gafisa em incorrer no mesmo erro seguidas vezes no Smart Perdizes (smart? risos), o que deixa aos vizinhos a impressão de incapacidade ou descaso. Um desses episódios ocorre neste momento em que escrevo: arremesso de madeiras e outras sobras da construção pela janela de um dos pisos da garagem. E começou às 7h20, com barulhos pesados, de madeira e outros objetos atingindo com força o chão, que já está coberto de madeiras. Um exemplo de racionalidade e economia de energia: afinal, para que usar o elevador de carga se a lei da gravidade é grátis?
Ah, pensará o leitor mais crítico, mas isso não poderia incomodar e muito os vizinhos? Afinal, arremessar objetos de mais de dez metros de altura gera estrondos grandes. A solução: parar de arremessar e ficar de butuca quando algum vizinho aparecer na janela munido de câmera para registrar o belo momento da defenestração. Depois é só começar tudo de novo, como se nada tivesse acontecido.
PS: Mais tarde, os vídeos da brincadeira.
Ah, pensará o leitor mais crítico, mas isso não poderia incomodar e muito os vizinhos? Afinal, arremessar objetos de mais de dez metros de altura gera estrondos grandes. A solução: parar de arremessar e ficar de butuca quando algum vizinho aparecer na janela munido de câmera para registrar o belo momento da defenestração. Depois é só começar tudo de novo, como se nada tivesse acontecido.
PS: Mais tarde, os vídeos da brincadeira.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Um manobrista do barulho no Smart Perdizes ou 'Síndrome de Goleiro'
Quando a gente acha que a Gafisa já fez todos os barulhos possíveis com sua obra do Smart Perdizes, a empresa consegue se superar e inovar. E irritar. Já passam de 3h de 17/4/2012, madrugada de terça-feira, e a Gafisa resolveu descarregar hoje três ou quatro caminhões. Os primeiros saíram por volta de 1h e fizeram barulho na saída, com gritos e buzina. Este último está desde 1h15 dentro da obra, manobrando, soltando o freio de ar, fazendo descargas barulhentas e batendo objetos que parecem ser metálicos (não são vergalhões nem estruturas, suponho que seja algo sendo arremessado com força em uma carriola). E, pior de tudo, o caminhão tem um "manobrista" gritando cada vez que ele se move dentro da obra. Para completar, o motorista ainda dá umas buzinadas de vez em quando, acho que para comunicar que entendeu as "orientações". Tudo como se fosse no estádio, ou no campinho num sábado à tarde. Mas é madrugada de terça-feira.
Já viram como grita o goleiro de um time quando monta a barreira na cobrança de falta, ainda mais em final de campeonato? Pois é, parece que temos um "goleiro" aqui, tentando bloquear algo com o caminhão. Pois eu digo uma coisa que ele deixa passar como uma "penosa" no meio das pernas: o silêncio e o sossego dos vizinhos. No futebol, gritar não adianta nada, tem de ter esquema tático e habilidade. Na "pelada" da madrugada, parecem faltar os dois à Gafisa. Pior para o público, que nem tem como sair do estádio.
PS1: Já são 4h e abuso continua. Para piorar, toda vez que abrem a boleia do caminhão (ou algo parecido), faz-se um rangido digno de mansão mal-assombrada. Mas parece que a alma mais penada por aqui é a organização. Essa, coitada, já é finada desde 2010 no canteiro de obras.
PS2: Mais tarde posto os vídeos da gritaria do goleiro-manobrista. Querem apostar que a obra vai recomeçar às 7h ou antes disso? Menos de 4h de sono. Patrocínio, Gafisa.
Já viram como grita o goleiro de um time quando monta a barreira na cobrança de falta, ainda mais em final de campeonato? Pois é, parece que temos um "goleiro" aqui, tentando bloquear algo com o caminhão. Pois eu digo uma coisa que ele deixa passar como uma "penosa" no meio das pernas: o silêncio e o sossego dos vizinhos. No futebol, gritar não adianta nada, tem de ter esquema tático e habilidade. Na "pelada" da madrugada, parecem faltar os dois à Gafisa. Pior para o público, que nem tem como sair do estádio.
PS1: Já são 4h e abuso continua. Para piorar, toda vez que abrem a boleia do caminhão (ou algo parecido), faz-se um rangido digno de mansão mal-assombrada. Mas parece que a alma mais penada por aqui é a organização. Essa, coitada, já é finada desde 2010 no canteiro de obras.
PS2: Mais tarde posto os vídeos da gritaria do goleiro-manobrista. Querem apostar que a obra vai recomeçar às 7h ou antes disso? Menos de 4h de sono. Patrocínio, Gafisa.
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